Banco Master: irmão do chefe do MP da Bahia é citado em mensagens com Daniel Vorcaro; entenda o caso
Reportagem revela troca de mensagens sobre pagamento milionário em investigação conduzida pela Polícia Federal; envolvidos não haviam se manifestado até a publicação da informação
O nome do empresário Marcelo Maia Souza Marques, irmão do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, passou a integrar os desdobramentos das investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A informação foi revelada em reportagem publicada pelo portal Metrópoles e tem como base mensagens obtidas pela Polícia Federal durante a apuração de um esquema investigado no âmbito do chamado Caso Banco Master.
Segundo a reportagem, Marcelo Maia aparece em conversas com Vorcaro relacionadas a um pagamento de aproximadamente R$ 8 milhões destinado à empresa Mídias Promotora. A companhia é apontada pelos investigadores como uma das estruturas utilizadas em operações financeiras que estão sendo analisadas pela Polícia Federal.
É importante destacar que a simples menção em mensagens não significa culpa ou responsabilização criminal. Até o momento, não há notícia de condenação relacionada ao episódio citado na reportagem, e as investigações seguem em andamento.
Quem é Daniel Vorcaro?
Daniel Vorcaro tornou-se conhecido nacionalmente por controlar o Banco Master, instituição financeira que ganhou espaço no mercado nos últimos anos após a transformação do antigo Banco Máxima. O banqueiro passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal relacionadas a supostas irregularidades financeiras, operações de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos órgãos de controle.
O caso ganhou repercussão nacional após operações policiais, prisões, investigações parlamentares e desdobramentos que passaram a envolver empresários, operadores financeiros e pessoas ligadas ao meio político e institucional brasileiro.
O que dizem as mensagens?
De acordo com o conteúdo divulgado pela imprensa nacional, uma das conversas registra Vorcaro questionando Marcelo Maia sobre um pagamento relacionado à Mídias Promotora. Na resposta, o empresário confirma o valor e menciona que a operação já teria sido validada anteriormente. A troca de mensagens passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal.
Os investigadores apontam que a Mídias Promotora teria recebido mais de R$ 126 milhões do Banco Master entre 2023 e 2025. A suspeita é que a empresa tenha sido utilizada para operacionalizar repasses financeiros que hoje são objeto das apurações federais.
Qual é a relação com o Ministério Público da Bahia?
Até o momento, a reportagem não aponta participação direta do procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, nas conversas investigadas. O nome dele aparece no noticiário em razão do vínculo familiar com Marcelo Maia Souza Marques.
O Ministério Público da Bahia é uma instituição independente responsável pela defesa da ordem jurídica, do patrimônio público e dos interesses da sociedade. Não há indicação, nas informações divulgadas até agora, de que o órgão esteja sendo investigado no caso.
O que acontece agora?
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal e de outras instâncias que acompanham os desdobramentos do Caso Banco Master. O objetivo é identificar a origem dos recursos, a finalidade dos pagamentos e o eventual papel de cada pessoa citada nos documentos analisados.
Procurados pela reportagem original, Marcelo Maia Souza Marques, o Ministério Público da Bahia e o procurador-geral Pedro Maia Souza Marques não haviam se manifestado até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e posicionamentos dos citados.
O que está sendo investigado
- Troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Marcelo Maia Souza Marques;
- Pagamento de aproximadamente R$ 8 milhões à empresa Mídias Promotora;
- Fluxo financeiro envolvendo empresas ligadas ao Banco Master;
- Possível utilização de estruturas empresariais para movimentação de recursos sob investigação;
- Relação dessas operações com apurações mais amplas conduzidas pela Polícia Federal.