Rotavírus acende alerta no Brasil e reforça importância da vacinação infantil
O aumento dos casos de doenças gastrointestinais em diversas regiões do país voltou a chamar atenção para o rotavírus, um dos principais causadores de diarreia grave em crianças pequenas. Altamente contagioso, o vírus pode provocar desidratação severa e, em casos mais graves, levar à internação hospitalar.
A preocupação das autoridades de saúde se concentra principalmente em crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com baixa imunidade, grupos considerados mais vulneráveis às complicações da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, o rotavírus é transmitido principalmente pela chamada via fecal-oral. A contaminação ocorre por meio do contato com mãos, objetos, superfícies, alimentos ou água contaminados pelo vírus.
Entre os principais sintomas estão diarreia intensa, vômitos, febre, dor abdominal e perda rápida de líquidos. O período de incubação costuma variar entre um e três dias.
De acordo com infectologistas, o maior risco está relacionado à desidratação, especialmente em crianças pequenas. Em situações mais graves, a perda excessiva de líquidos pode provocar queda da pressão arterial, alterações renais e necessidade de internação.
Atenção aos sinais de alerta
Especialistas orientam que pais e responsáveis procurem atendimento médico imediato quando a criança apresentar sinais como boca seca, ausência de lágrimas ao chorar, sonolência excessiva, olhos fundos, diminuição da urina ou dificuldade para ingerir líquidos.
Embora a maioria dos casos evolua de forma favorável com hidratação adequada, alguns pacientes podem necessitar de reposição venosa de líquidos.
O tratamento é baseado principalmente na prevenção da desidratação. Não existe medicamento específico para eliminar o vírus. A recomendação é manter a oferta constante de líquidos, soluções de reidratação oral e alimentação adequada conforme orientação médica.
Vacina reduz internações
A principal estratégia de prevenção continua sendo a vacinação. A vacina contra o rotavírus integra o Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudos mostram que a imunização reduziu significativamente as internações e os óbitos associados à doença desde sua incorporação ao Programa Nacional de Imunizações.
Além da vacinação, especialistas recomendam medidas simples de higiene, como lavagem frequente das mãos, limpeza adequada de superfícies, higienização correta dos alimentos e consumo de água tratada.
Situação no Tocantins
A reportagem solicitou à Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) informações atualizadas sobre o número de casos registrados em 2026, possíveis aumentos em relação ao ano anterior, regiões sob monitoramento e ações desenvolvidas para prevenção e controle da doença.
Também foram encaminhados pedidos de informações às secretarias municipais de Saúde de Palmas, Araguaína e Colinas para verificar a situação epidemiológica local e eventuais orientações específicas à população.
Até o fechamento desta edição, os dados atualizados não haviam sido encaminhados pelos órgãos consultados.
Enquanto isso, profissionais de saúde reforçam que a vacinação dentro do prazo recomendado e a adoção de hábitos de higiene continuam sendo as formas mais eficazes de reduzir a circulação do vírus e evitar complicações, especialmente entre crianças pequenas.
SERVIÇO
Principais sintomas do rotavírus
• Diarreia intensa
• Vômitos
• Febre
• Dor abdominal
• Perda de apetite
• Desidratação
Quando procurar atendimento médico
• Sonolência excessiva
• Boca seca
• Ausência de lágrimas
• Pouca urina
• Vômitos persistentes
• Dificuldade para ingerir líquidos
Prevenção
• Vacinação
• Lavagem frequente das mãos
• Higienização dos alimentos
• Consumo de água tratada
• Limpeza de superfícies e objetos