Entidade cita Dorinha e contesta participação de Vicentinho, Alexandre e prefeito de Ipueiras em projeto habitacional
A entidade de moradia responsável pela proposta aprovada no Programa Minha Casa Minha Vida Rural em Ipueiras do Tocantins contestou declarações que atribuem a terceiros a viabilização das 35 unidades habitacionais destinadas ao município.
Segundo a COOPERHAB-CONSTRULAR, a proposta foi elaborada, protocolada e acompanhada pela própria entidade, que aparece oficialmente como proponente junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal.
O representante das entidades de moradia, Adelmário Alves dos Santos Jorge, afirmou que a habitação popular deve ser tratada como política pública, e não como conquista individual de agentes políticos.
“As casas pertencem ao povo. Mas também é preciso reconhecer quem efetivamente apresentou os projetos e trabalhou para que eles fossem aprovados. Habitação não pode ser tratada como patrimônio político de ninguém”, declarou.
De acordo com Adelmário, os registros oficiais do programa apontam que a proposta aprovada para Ipueiras contempla 35 unidades habitacionais rurais e tem como proponente a COOPERHAB-CONSTRULAR.
A entidade afirmou ainda que não reconhece participação direta do deputado federal Vicentinho Júnior, do deputado federal Alexandre Guimarães e do prefeito de Ipueiras na construção técnica e institucional da proposta.
O porta-voz também citou a atuação da senadora Professora Dorinha Seabra, apontada pela entidade como uma das principais articuladoras institucionais da política habitacional no Tocantins.
Segundo Adelmário, a parlamentar prestou apoio técnico e político às entidades e aos municípios interessados, contribuindo para a viabilização de mais de 500 unidades habitacionais rurais no Estado.
A atuação, conforme ele, envolveu interlocução junto ao Ministério das Cidades, acompanhamento de demandas municipais e apoio institucional às entidades responsáveis pela apresentação dos projetos.
O empresário e consultor especializado em políticas habitacionais, Felipe Rocha, também defendeu que a autoria dos projetos seja reconhecida com base nos registros técnicos e documentais.
“Habitação popular não nasce de discursos nem de fotografias após a aprovação. Existe uma longa jornada técnica, documental e institucional. Os registros demonstram quem apresentou, acompanhou e ajudou a viabilizar cada proposta”, afirmou.
A entidade reforçou que as casas são destinadas às famílias beneficiárias e que o reconhecimento institucional deve respeitar a tramitação oficial das propostas, desde a elaboração até a aprovação no programa federal.
Outro lado
O Diário Tocantinense deixa espaço aberto para manifestação do deputado federal Vicentinho Júnior, do deputado federal Alexandre Guimarães e da Prefeitura de Ipueiras do Tocantins.
Caso haja posicionamento oficial, a resposta será acrescentada à reportagem.