Um ano e meio após queda da Ponte JK, MPF apura danos em rodovias usadas como rotas alternativas

Um ano e meio após queda da Ponte JK, MPF apura danos em rodovias usadas como rotas alternativas
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 27 de junho de 2026 0

O Diário Tocantinense teve acesso ao procedimento instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) que investiga os impactos causados pelo aumento do tráfego nas rodovias do Tocantins após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (JK). A apuração busca identificar a extensão dos danos provocados nas vias utilizadas como rotas alternativas e verificar as medidas adotadas pelos órgãos responsáveis para sua recuperação.

De acordo com os documentos analisados pela reportagem, o procedimento pretende reunir informações junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e aos demais órgãos envolvidos sobre as condições das rodovias, os serviços de manutenção executados e as ações planejadas para garantir a segurança dos usuários.

Desde o colapso da Ponte JK, motoristas de veículos leves e, principalmente, caminhões passaram a utilizar rotas alternativas, elevando significativamente o fluxo em rodovias estaduais e federais. O tráfego intenso de cargas pesadas acelerou o desgaste do pavimento em diversos trechos, situação que levou o DNIT a executar obras de recuperação em vias como as TO-134 e TO-201.

A investigação do MPF deverá acompanhar se as medidas adotadas pelos órgãos públicos foram suficientes para minimizar os prejuízos à infraestrutura rodoviária e garantir condições adequadas de tráfego enquanto persistem os impactos provocados pela interrupção da ligação entre Tocantins e Maranhão.

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