Pé-frio?”: Leomar Quintanilha chefia delegação na pior campanha do Brasil desde 1990 e vira alvo de cobrança no Tocantins por ‘Incompetência na FTF’
Escolhido para chefiar a delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o presidente da Federação Tocantinense de Futebol, Leomar Quintanilha, retorna ao Tocantins após uma campanha marcada pela eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final.
A derrota por 2 a 1 para a Noruega encerrou o sonho do hexacampeonato e fez a Seleção Brasileira repetir seu pior desempenho em uma Copa do Mundo desde 1990, quando também não conseguiu chegar às quartas de final.
A presença de Leomar na chefia da delegação havia sido tratada como um reconhecimento ao dirigente tocantinense e ao espaço conquistado por ele dentro da estrutura do futebol nacional. Com a queda do Brasil, porém, o resultado também reacendeu questionamentos no Tocantins sobre a atuação institucional do dirigente e, principalmente, sobre os resultados do futebol local.
Leomar não era responsável pela escalação da Seleção, pelas decisões táticas de Carlo Ancelotti ou pelas substituições realizadas durante os jogos. O chefe de delegação exerce uma função institucional e acompanha a rotina da equipe, compromissos oficiais e a representação da CBF durante a competição.
Ainda assim, a eliminação histórica coloca pressão sobre todos os dirigentes que estiveram inseridos na campanha brasileira.
No Tocantins, a cobrança ganha outro peso porque Leomar Quintanilha está à frente da Federação Tocantinense de Futebol há décadas e é um dos dirigentes mais longevos do futebol brasileiro.
Enquanto o presidente da FTF mantém trânsito e prestígio dentro da CBF, o futebol tocantinense ainda busca maior espaço no cenário nacional.
A Federação Tocantinense aparece nas últimas posições do Ranking Nacional das Federações da CBF e os clubes do Estado seguem enfrentando dificuldades para manter presença constante nas principais divisões do Campeonato Brasileiro.
O cenário abre espaço para questionamentos sobre planejamento, fortalecimento dos clubes, categorias de base, calendário e estrutura do futebol profissional no Tocantins.
A escolha de Leomar para chefiar a delegação brasileira na Copa mostrou sua força institucional. O que se espera agora é saber de que forma a experiência adquirida ao lado da Seleção e da estrutura da CBF poderá contribuir para o desenvolvimento do futebol tocantinense.
A eliminação do Brasil não pode ser atribuída diretamente ao presidente da FTF. As decisões dentro de campo eram de responsabilidade da comissão técnica e dos jogadores.
Mas o resultado aumenta a cobrança sobre quem ocupou posições de liderança e representação durante o Mundial.
Leomar saiu do Tocantins prestigiado para chefiar a delegação da maior campeã do mundo e retorna depois da pior campanha brasileira desde 1990.
No futebol, o termo “pé-frio” costuma ser usado como provocação.
A discussão sobre a gestão do futebol tocantinense, porém, precisa ir além da superstição.
Depois de décadas à frente da Federação, a principal pergunta é outra: por que o Tocantins ainda ocupa posição tão distante das principais forças do futebol brasileiro?