No Tocantins, pacientes denunciam falta de atendimento completo pelo SUS
No Tocantins, apesar das leis que reconhecem direitos e garantem prioridade às pessoas com fibromialgia, pacientes relatam que o SUS ainda não oferece atendimento integral, contínuo e suficiente para os casos da doença. Na prática, muitos dependem de consultas particulares ou permanecem aguardando acesso a reumatologistas, fisioterapia, acompanhamento psicológico, tratamento da dor e medicamentos.
O estado possui uma política de proteção às pessoas com fibromialgia e reconhece esses pacientes como pessoas com deficiência para efeitos da legislação estadual. Também disponibiliza a carteira de identificação, que garante prioridade no acesso aos serviços. Essas medidas, entretanto, não significam que exista uma rede pública estruturada para diagnóstico, acompanhamento e tratamento permanente.
Representantes de grupos de pacientes no Tocantins cobram a implantação efetiva dos direitos previstos nas leis. O GabFibro, que reúne mais de 600 pessoas, inclusive crianças, participa de mobilizações por políticas que saiam do papel e cheguem aos pacientes.
As principais reclamações envolvem a falta de atendimento especializado, demora para conseguir consultas e exames, ausência de fisioterapia contínua, dificuldade para receber medicamentos e inexistência de acompanhamento multidisciplinar regular. O problema também é registrado nacionalmente por entidades que representam pessoas com fibromialgia e denunciam falhas na assistência oferecida pela rede pública.
Por isso, os candidatos nas eleições de 2026 precisam explicar como pretendem estruturar o atendimento pelo SUS no Tocantins. Não basta garantir prioridade em filas ou emitir uma carteira de identificação. É necessário criar um fluxo real, desde a unidade básica de saúde até o especialista, com acesso a reumatologistas, clínicas da dor, fisioterapeutas, psicólogos, profissionais de educação física e assistência farmacêutica.
Enquanto essa estrutura não for implantada de forma regionalizada e permanente, pacientes continuarão tendo seus direitos reconhecidos no papel, mas sem receber o tratamento completo de que necessitam na rede pública.