De Olho na Política: racha no PSD, silêncio do PT Nacional, dança das cadeiras no Governo e partidos redesenham a disputa de 2026
O cenário político do Tocantins segue marcado por divisões internas, mudanças administrativas, candidaturas em construção e alianças nacionais que começam a influenciar diretamente a disputa estadual. Enquanto o PSD enfrenta dificuldades para manter seu grupo unido e o PT Nacional evita se posicionar publicamente, o Governo do Estado continua promovendo nomeações e exonerações dentro do período permitido pela legislação eleitoral.
Nos bastidores, outro problema começa a chamar atenção: candidatos proporcionais, tanto da situação quanto da oposição, aparecem em eventos e ampliam suas agendas, mas muitas vezes deixam de citar ou defender os próprios pré-candidatos ao Governo. Ao mesmo tempo, Lucas Campelo precisa ampliar sua rede de apoios em Colinas, Dulce Miranda é pressionada a expandir sua atuação para além de Palmas, Republicanos e União Brasil afastam qualquer possibilidade de apoio a Lula e Fábio Ribeiro coloca oficialmente seu nome na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
Racha no PSD se aprofunda, enquanto PT Nacional evita comentar crise

As divergências dentro do PSD continuam expostas e aumentam as dúvidas sobre a unidade do partido para as eleições de 2026. Lideranças apresentam versões diferentes sobre alianças, candidaturas e espaços na chapa, mas a direção nacional do PT, diretamente interessada nos acordos estaduais, ainda não se manifestou de maneira clara.
O silêncio petista aumenta a insegurança entre aliados e deixa sem resposta questões importantes sobre a participação do partido na chapa majoritária, especialmente na disputa pelo Senado e na definição do palanque presidencial no Tocantins.
Governo do Tocantins mantém nomeações e exonerações dentro do prazo eleitoral

O Governo do Tocantins segue realizando mudanças na estrutura administrativa, com nomeações, exonerações e substituições em diferentes órgãos estaduais. As alterações ocorrem durante o período em que a legislação eleitoral ainda permite esse tipo de movimentação.
As trocas também são observadas politicamente, já que cargos estratégicos podem ajudar na reorganização da base governista e na acomodação de aliados antes do avanço das restrições impostas pelo calendário eleitoral.
Candidatos esquecem os pré-candidatos ao Governo durante agendas políticas

Pré-candidatos a deputado estadual e federal, tanto da situação quanto da oposição, estão ampliando suas agendas e divulgando apoios, mas muitos deixam de mencionar os nomes que pretendem apoiar na disputa pelo Governo do Tocantins.
A ausência de defesa pública dos candidatos majoritários pode revelar falta de alinhamento, estratégia individual ou até insegurança sobre qual projeto estará consolidado no momento das convenções. Quem deseja participar de uma chapa precisa demonstrar compromisso com o grupo inteiro, e não apenas trabalhar pelo próprio mandato.
Lucas Campelo precisa ampliar rede de apoios em Colinas

Lucas Campelo vem construindo sua pré-candidatura, mas ainda precisa aumentar a presença política e conquistar novos apoios em Colinas do Tocantins. O município possui lideranças já comprometidas com outros projetos e será um território disputado por diferentes candidatos.
Para crescer, Campelo terá de ir além das relações já consolidadas, dialogar com vereadores, suplentes, lideranças comunitárias, empresários e representantes de diferentes segmentos. Sem uma base mais ampla, poderá encontrar dificuldades para transformar presença política em votos.
Dulce Miranda precisa sair de Palmas e ampliar trabalho pelo Tocantins

Dulce Miranda mantém força política, reconhecimento e capacidade eleitoral, mas precisa intensificar sua presença no interior do estado. Concentrar agendas em Palmas não será suficiente em uma disputa que exige articulação nos 139 municípios tocantinenses.
A ex-deputada terá de percorrer regiões, reencontrar antigas bases, recuperar alianças e apresentar um projeto que dialogue com as novas demandas da população. Seu desempenho dependerá da capacidade de transformar o capital político já construído em uma mobilização verdadeiramente estadual.
Republicanos e União Brasil descartam apoio a Lula

Republicanos e União Brasil indicam que não pretendem apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. A definição deve influenciar os palanques estaduais e aumentar a pressão sobre lideranças tocantinenses ligadas aos dois partidos.
A posição nacional poderá criar situações delicadas no Tocantins, especialmente onde existem alianças locais com partidos da base de Lula. A grande questão será saber se as legendas permitirão acordos regionais distintos ou exigirão alinhamento integral com o projeto presidencial escolhido pelas direções nacionais.
Fábio Ribeiro entra na disputa por uma vaga de Senado Federal

O presidente estadual do Republicanos, Fábio Ribeiro, colocou seu nome na disputa por uma vaga ao Senado Federal. A movimentação fortalece a intenção do partido de ampliar sua representação federal e acrescenta mais um nome competitivo à corrida eleitoral.
Fábio Ribeiro aposta na estrutura partidária, no diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças municipais para consolidar sua pré-candidatura. Sua entrada também altera os cálculos internos da legenda, que precisará organizar uma chapa capaz de garantir votos suficientes para conquistar uma cadeira federal.