Guerra pelas 20 casas: responsáveis negam atuação de Alexandre Guimarães e desafiam deputado a apresentar provas
Os responsáveis pela elaboração e pela tramitação do projeto que garantiu 20 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida em Esperantina contestaram, em entrevista ao Diário Tocantinense, a declaração do deputado federal e pré-candidato ao Senado Alexandre Guimarães sobre sua participação na conquista das moradias.
Segundo os entrevistados, não existem registros oficiais que comprovem a atuação do parlamentar na formulação da proposta, no cadastramento, na tramitação técnica ou na aprovação do empreendimento.
A polêmica começou após Alexandre Guimarães afirmar, durante um evento público no município, que teria atuado para viabilizar as casas. A declaração provocou reação das pessoas que participaram diretamente da construção e do acompanhamento do projeto.
Em entrevista ao Diário Tocantinense, o consultor Felipe Rocha explicou que a iniciativa começou quando a prefeita Maria Antônia e o gerente municipal de Convênios, Misael Moreira, buscaram apoio técnico para elaborar e encaminhar a proposta ao Governo Federal.
Felipe Rocha afirmou que foi responsável pelo cadastramento no Transferegov, pelo apoio na escolha da área, pela regularização fundiária, pela coordenação dos projetos técnicos e pelo acompanhamento da proposta até a aprovação junto à Caixa Econômica Federal.
“O Minha Casa, Minha Vida não pertence a uma pessoa. É uma política pública executada pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, com a Caixa Econômica Federal como agente financeiro e a Prefeitura de Esperantina como executora local”, afirmou Felipe Rocha ao Diário Tocantinense.
O consultor também atribuiu à senadora Professora Dorinha a articulação institucional e orçamentária necessária para o avanço do projeto.
“No meu caso, prestei assessoria técnica ao município na elaboração e no envio da proposta, no cadastramento no Transferegov, na regularização da área, na coordenação dos projetos técnicos e no acompanhamento da aprovação junto à Caixa. A senadora Professora Dorinha atuou na articulação institucional e orçamentária”, declarou.
Segundo Rocha, a cronologia do processo e a participação de cada agente podem ser verificadas por meio da documentação oficial.
A prefeita Maria Antônia também afirmou ao Diário Tocantinense que a conquista das 20 casas foi resultado de um trabalho conjunto entre a Prefeitura de Esperantina, o Governo Federal, o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, a senadora Professora Dorinha e a consultoria responsável pela elaboração técnica do projeto.
A gestora reconheceu a atuação institucional de Dorinha e o trabalho técnico realizado por Felipe Rocha durante as etapas necessárias para a aprovação da proposta.
O gerente municipal de Convênios, Misael Moreira, explicou que acompanhou a elaboração da proposta, o cadastramento no Transferegov, a organização dos documentos, a regularização da área, o desenvolvimento dos projetos e a tramitação junto à Caixa Econômica Federal.
“Esse trabalho conjunto permitiu que o município fosse contemplado com 20 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida”, disse Misael ao Diário Tocantinense.
Os responsáveis pelo projeto afirmaram que, até o momento, não localizaram documentos ou registros que demonstrem a participação de Alexandre Guimarães nas etapas técnicas e administrativas que levaram à aprovação das moradias.
A controvérsia agora coloca em disputa a responsabilidade política pela conquista das casas e levanta um questionamento direto: quais documentos comprovam a atuação reivindicada pelo deputado?
O Diário Tocantinense mantém o espaço aberto para que Alexandre Guimarães apresente sua versão, encaminhe documentos que demonstrem sua eventual participação na viabilização do empreendimento ou responda às declarações feitas pelos responsáveis pelo projeto.
Caso o parlamentar se manifeste, sua resposta será acrescentada à matéria com o devido destaque.