Dólar rompe R$ 5,11, euro ronda R$ 5,81 e iene afunda: veja o mapa do dinheiro no Brasil e no mundo

Dólar rompe R$ 5,11, euro ronda R$ 5,81 e iene afunda: veja o mapa do dinheiro no Brasil e no mundo
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 28 de julho de 2026 0

O dólar comercial fechou esta segunda-feira, 27 de julho, cotado a R$ 5,1130, com alta de 0,62%. A moeda acompanhou o fortalecimento da divisa norte-americana no exterior e a cautela dos investidores antes da decisão sobre os juros nos Estados Unidos.

O euro permanece na faixa de R$ 5,80, enquanto o iene japonês segue enfraquecido diante do dólar. Pela conversão aproximada, 100 ienes equivalem a R$ 3,12. A moeda japonesa opera próxima dos menores níveis em cerca de quatro décadas, aumentando a possibilidade de uma intervenção das autoridades do Japão no mercado cambial.

No Brasil, o Ibovespa fechou o último pregão em alta de 0,74%, aos 175.334 pontos. O avanço foi sustentado principalmente pelas ações dos bancos e da Vale, mesmo com a instabilidade registrada nos mercados internacionais.

No exterior, o dólar permanece próximo da maior cotação em quatro semanas. Investidores avaliam a possibilidade de o Federal Reserve elevar os juros norte-americanos, movimento que tende a atrair recursos para os Estados Unidos e pressionar moedas de países emergentes, como o real.

As bolsas internacionais enfrentaram pressão provocada pela queda das empresas de tecnologia e fabricantes de semicondutores. O mercado também acompanha dúvidas sobre os elevados investimentos em inteligência artificial e o avanço da indústria chinesa de chips. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a cair mais de 10%, com fortes perdas de empresas como Samsung Electronics e SK Hynix.

O petróleo Brent recuou para perto de US$ 85 por barril após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda do petróleo pode ajudar a conter pressões inflacionárias, mas ainda não foi suficiente para afastar as dúvidas sobre os próximos passos dos bancos centrais.

Para o consumidor brasileiro, a alta do dólar e do euro pode encarecer viagens internacionais, produtos eletrônicos, medicamentos, combustíveis, peças, máquinas e insumos utilizados pela indústria. O impacto costuma ocorrer gradualmente, conforme empresas renovam estoques e contratos.

O Diário Tocantinense apurou que o mercado continuará atento às decisões sobre juros nos Estados Unidos, aos dados de inflação, à situação fiscal brasileira e aos desdobramentos das tensões internacionais. Esses fatores deverão determinar se o real recuperará força ou continuará pressionado pelas moedas estrangeiras.

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