“Deixe ir quem Deus não mandou permanecer”, ensina pastora Mônica Rocha no Fé em Ação

“Deixe ir quem Deus não mandou permanecer”, ensina pastora Mônica Rocha no Fé em Ação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 28 de julho de 2026 0

A pastora Mônica Rocha trouxe, no quadro Fé em Ação, do Diário Tocantinense, uma mensagem sobre despedidas, amadurecimento espiritual e a necessidade de seguir em frente quando determinadas pessoas não estão preparadas para acompanhar uma nova fase da vida.

Segundo a pastora, algumas pessoas participam apenas de uma etapa da caminhada. Elas podem oferecer ajuda, amizade e companhia durante determinado período, mas isso não significa que permanecerão até o cumprimento do propósito.

“Você precisa aprender a deixar pessoas irem embora. Pessoas deixam você e você também precisa deixar pessoas”, afirmou Mônica Rocha.

A reflexão foi baseada inicialmente em Daniel 10:7. No texto bíblico, Daniel afirma que somente ele contemplou a visão, enquanto os homens que estavam ao seu lado foram tomados por grande temor e fugiram para se esconder.

“Tem pessoas que vão embora porque não acreditam nos seus sonhos. Elas não ouviram o que você ouviu e não viram o que você viu. Por isso, não conseguem caminhar com você até o destino”, declarou.

Para a pastora, o afastamento nem sempre significa que as outras pessoas sejam inimigas. Muitas vezes, elas apenas não conseguem compreender a dimensão do sonho, não suportam o processo necessário para alcançá-lo ou acreditam que o objetivo seja grande demais.

“Algumas andam uma ou duas milhas com você, mas é somente até ali. Existem pessoas que caminharão até a conquista e aplaudirão quando você chegar ao topo, mas essas são raras”, disse.

O cego de Betsaida

Mônica Rocha também citou a cura do cego de Betsaida, narrada em Marcos 8:22-26. O homem foi conduzido por outras pessoas até Jesus. Cristo o levou para fora da aldeia, tocou seus olhos e perguntou o que ele conseguia enxergar.

Inicialmente, o homem respondeu que via pessoas semelhantes a árvores andando. Jesus colocou novamente as mãos sobre seus olhos e, então, ele passou a enxergar com clareza. Depois da cura, Cristo ordenou que ele voltasse para casa sem entrar novamente na aldeia.

Para a pastora, a passagem mostra que algumas pessoas podem ajudar alguém a chegar até o lugar da transformação, mas não necessariamente estarão preparadas para caminhar com essa pessoa depois que sua visão for mudada.

“Eles o levaram até Jesus, mas, depois que ele passou a enxergar, recebeu uma nova direção. Quem conheceu a sua cegueira nem sempre saberá lidar com a sua visão”, afirmou.

A mensagem não significa desprezar quem ajudou durante o processo. A orientação, segundo Mônica, é manter gratidão, mas evitar vínculos de dependência capazes de impedir o avanço.

“Tenha consideração e gratidão, mas não tenha dependência emocional. Existem prisões emocionais que precisam ser rompidas para que você atravesse a porta que Deus colocou diante de você”, destacou.

Nem todos compreenderão a sua visão

De acordo com Mônica Rocha, ter visão significa enxergar possibilidades que outras pessoas ainda não conseguem perceber. Por essa razão, nem todos entenderão os caminhos, escolhas e renúncias necessárias para alcançar um objetivo.

A pastora reforçou que Daniel não abandonou a experiência espiritual para correr atrás dos homens que fugiram. Ele permaneceu, ouviu a mensagem e recebeu aquilo que estava reservado para ele.

“Daniel não deixou a visão para correr atrás dos amigos. Ele se prostrou, ouviu e recebeu o que Deus tinha para a vida dele”, pontuou.

Ao concluir a mensagem, Mônica Rocha aconselhou quem enfrenta afastamentos a não transformar despedidas em culpa ou fracasso. Algumas relações cumprem uma função durante o processo, mas precisam dar espaço para uma nova estação.

“Deixe essas pessoas seguirem. Receba aquilo que Deus está entregando e continue o seu caminho. Algumas pessoas foram companhia para uma fase, não para o seu destino”, finalizou a pastora Mônica Rocha.

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