“Deixe ir quem Deus não mandou permanecer”, ensina pastora Mônica Rocha no Fé em Ação
A pastora Mônica Rocha trouxe, no quadro Fé em Ação, do Diário Tocantinense, uma mensagem sobre despedidas, amadurecimento espiritual e a necessidade de seguir em frente quando determinadas pessoas não estão preparadas para acompanhar uma nova fase da vida.
Segundo a pastora, algumas pessoas participam apenas de uma etapa da caminhada. Elas podem oferecer ajuda, amizade e companhia durante determinado período, mas isso não significa que permanecerão até o cumprimento do propósito.
“Você precisa aprender a deixar pessoas irem embora. Pessoas deixam você e você também precisa deixar pessoas”, afirmou Mônica Rocha.
A reflexão foi baseada inicialmente em Daniel 10:7. No texto bíblico, Daniel afirma que somente ele contemplou a visão, enquanto os homens que estavam ao seu lado foram tomados por grande temor e fugiram para se esconder.
“Tem pessoas que vão embora porque não acreditam nos seus sonhos. Elas não ouviram o que você ouviu e não viram o que você viu. Por isso, não conseguem caminhar com você até o destino”, declarou.
Para a pastora, o afastamento nem sempre significa que as outras pessoas sejam inimigas. Muitas vezes, elas apenas não conseguem compreender a dimensão do sonho, não suportam o processo necessário para alcançá-lo ou acreditam que o objetivo seja grande demais.
“Algumas andam uma ou duas milhas com você, mas é somente até ali. Existem pessoas que caminharão até a conquista e aplaudirão quando você chegar ao topo, mas essas são raras”, disse.
O cego de Betsaida
Mônica Rocha também citou a cura do cego de Betsaida, narrada em Marcos 8:22-26. O homem foi conduzido por outras pessoas até Jesus. Cristo o levou para fora da aldeia, tocou seus olhos e perguntou o que ele conseguia enxergar.
Inicialmente, o homem respondeu que via pessoas semelhantes a árvores andando. Jesus colocou novamente as mãos sobre seus olhos e, então, ele passou a enxergar com clareza. Depois da cura, Cristo ordenou que ele voltasse para casa sem entrar novamente na aldeia.
Para a pastora, a passagem mostra que algumas pessoas podem ajudar alguém a chegar até o lugar da transformação, mas não necessariamente estarão preparadas para caminhar com essa pessoa depois que sua visão for mudada.
“Eles o levaram até Jesus, mas, depois que ele passou a enxergar, recebeu uma nova direção. Quem conheceu a sua cegueira nem sempre saberá lidar com a sua visão”, afirmou.
A mensagem não significa desprezar quem ajudou durante o processo. A orientação, segundo Mônica, é manter gratidão, mas evitar vínculos de dependência capazes de impedir o avanço.
“Tenha consideração e gratidão, mas não tenha dependência emocional. Existem prisões emocionais que precisam ser rompidas para que você atravesse a porta que Deus colocou diante de você”, destacou.
Nem todos compreenderão a sua visão
De acordo com Mônica Rocha, ter visão significa enxergar possibilidades que outras pessoas ainda não conseguem perceber. Por essa razão, nem todos entenderão os caminhos, escolhas e renúncias necessárias para alcançar um objetivo.
A pastora reforçou que Daniel não abandonou a experiência espiritual para correr atrás dos homens que fugiram. Ele permaneceu, ouviu a mensagem e recebeu aquilo que estava reservado para ele.
“Daniel não deixou a visão para correr atrás dos amigos. Ele se prostrou, ouviu e recebeu o que Deus tinha para a vida dele”, pontuou.
Ao concluir a mensagem, Mônica Rocha aconselhou quem enfrenta afastamentos a não transformar despedidas em culpa ou fracasso. Algumas relações cumprem uma função durante o processo, mas precisam dar espaço para uma nova estação.
“Deixe essas pessoas seguirem. Receba aquilo que Deus está entregando e continue o seu caminho. Algumas pessoas foram companhia para uma fase, não para o seu destino”, finalizou a pastora Mônica Rocha.