De filho de relojoeiro em Colinas ao TJTO: Marcos Antônio de Sousa é nomeado desembargador e leva trajetória do interior à mais alta Corte do Estado

De filho de relojoeiro em Colinas ao TJTO: Marcos Antônio de Sousa é nomeado desembargador e leva trajetória do interior à mais alta Corte do Estado
Crédito: Arquivo Pessoal
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de agosto de 2026 0

Nascido em Goiás e criado em Colinas do Tocantins desde os 3 anos, advogado egresso da antiga FAFICH, atual UnirG, chega ao Tribunal de Justiça pelo Quinto Constitucional após mais de três décadas de atuação profissional

De filho de relojoeiro, criado no interior do Tocantins, a desembargador do Tribunal de Justiça. A trajetória do advogado Marcos Antônio de Sousa ganhou nesta sexta-feira, 7, um dos capítulos mais importantes de sua história profissional com a nomeação para integrar o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO).

A escolha foi feita pelo governador Wanderlei Barbosa e formalizada no Ato nº 2.704, após Marcos Antônio integrar a lista tríplice formada pelo Tribunal Pleno para o preenchimento da vaga destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional.

A nomeação também carrega um significado especial para Colinas do Tocantins, cidade onde Marcos Antônio construiu suas raízes pessoais e grande parte de sua trajetória profissional.

Nascido em Rubiataba, Goiás, ele chegou a Colinas ainda criança, aos 3 anos de idade. Filho de relojoeiro, cresceu no município e acompanhou de perto a realidade das famílias e dos profissionais do interior, muito antes de imaginar que um dia ocuparia uma cadeira na mais alta instância do Judiciário tocantinense.

A origem em Rubiataba e a formação jurídica de Marcos Antônio constam de seu histórico profissional. Ele concluiu o curso de Direito no segundo semestre de 1993 pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi (FAFICH), instituição que posteriormente passou pelo processo de transformação que resultou na atual Universidade de Gurupi (UnirG).

Foi a partir dessa formação que iniciou uma carreira construída essencialmente na advocacia.

Marcos Antônio possui inscrição OAB/TO nº 834 e acumula mais de três décadas de atuação profissional. Registros do próprio Judiciário mostram sua presença em processos no Tocantins há muitos anos, inclusive em demandas vinculadas à região de Colinas.

A chegada ao TJTO ocorreu após um processo iniciado dentro da própria advocacia. Pelo sistema do Quinto Constitucional, uma parcela das vagas dos tribunais é reservada a integrantes da advocacia e do Ministério Público. No caso da vaga destinada aos advogados, a OAB participa inicialmente da formação da relação de candidatos, que depois é submetida ao Tribunal de Justiça.

Na última quinta-feira, 6, o Tribunal Pleno definiu a lista tríplice encaminhada ao governador. Ercílio Bezerra de Castro Filho recebeu 13 votos, Marcos Antônio de Sousa teve 12 e Guilherme Trindade Meira Costa, 11 votos.

A relação foi entregue oficialmente ao governador, que poderia escolher qualquer um dos três nomes dentro do prazo previsto para o procedimento.

A decisão veio rapidamente. Na sexta-feira, Wanderlei Barbosa escolheu Marcos Antônio e assinou o ato de nomeação para a vaga de desembargador destinada à advocacia.

Em entrevista ao Diário Tocantinense, Marcos Antônio recebeu a nomeação com humildade e atribuiu a conquista, прежде de tudo, à graça de Deus. Ao DT, ele ressaltou que não pretende esquecer a própria origem e que leva para o Tribunal a experiência construída durante décadas convivendo diretamente com a advocacia e com a população do interior.

O novo desembargador afirmou ao Diário Tocantinense que chega ao TJTO consciente de que passa a exercer uma função voltada a toda a população tocantinense, independentemente de região, condição social ou segmento.

Marcos Antônio também destacou que pretende levar para dentro da Corte a experiência de quem passou mais de três décadas na advocacia.

Ao DT, afirmou que quer representar a pluralidade dos segmentos da Ordem dos Advogados do Brasil dentro do Tribunal, mantendo atenção tanto à realidade dos profissionais dos grandes centros quanto à daqueles que atuam diariamente nas pequenas comarcas do interior.

A posição possui peso simbólico. Durante décadas, Marcos Antônio esteve do lado da advocacia, apresentando pedidos, acompanhando audiências, recorrendo de decisões e representando cidadãos diante do Judiciário.

Agora, passa para a posição de julgador. Essa mudança, segundo relatou ao Diário Tocantinense, aumenta ainda mais a responsabilidade de manter equilíbrio, serenidade, humanidade e respeito à legislação em cada decisão.

A nomeação também transforma sua história pessoal em uma trajetória representativa para Colinas. Foi no município que o filho de relojoeiro cresceu, construiu relações, consolidou sua advocacia e passou grande parte de sua vida profissional. Agora, um advogado profundamente ligado a Colinas passa a ocupar uma cadeira no Tribunal de Justiça do Tocantins.

Para Marcos Antônio, conforme relatado ao DT, chegar ao Tribunal não significa abandonar suas origens. Ao contrário.

Ele pretende levar consigo a memória da cidade onde cresceu e a experiência acumulada no contato cotidiano com pessoas que procuram a Justiça para resolver problemas concretos da vida. A formação em Gurupi também ganha simbolismo.

Marcos Antônio pertence a uma geração de profissionais formada pela antiga FAFICH, instituição criada durante o processo de consolidação do ensino superior no sul do Tocantins e que mais tarde deu origem à estrutura universitária hoje conhecida como UnirG.

A nomeação mostra, portanto, uma trajetória que atravessa diferentes regiões do Estado.

Nasceu em Rubiataba. Cresceu em Colinas. Formou-se em Gurupi. Construiu mais de três décadas na advocacia tocantinense.

E agora chega a Palmas para integrar o Tribunal de Justiça. A escolha encerra também uma das disputas mais acompanhadas pela advocacia tocantinense nos últimos meses.

Marcos Antônio estava entre os seis nomes que chegaram à etapa analisada pelo TJTO e avançou posteriormente para a lista tríplice, ficando em segundo lugar na votação do Tribunal Pleno, com 12 votos. No dia seguinte, foi escolhido pelo governador.

Ao Diário Tocantinense, o novo desembargador resumiu o momento como uma responsabilidade maior do que uma conquista pessoal. Disse estar grato a Deus, à família, aos colegas e às pessoas que fizeram parte de sua caminhada e afirmou que pretende corresponder à confiança depositada em seu nome por meio de trabalho.

Também assegurou que seu compromisso, agora como integrante do TJTO, será olhar para o Tocantins de forma ampla.

A experiência da advocacia, segundo ele, continuará fazendo parte de sua forma de enxergar o sistema de Justiça, mas a responsabilidade da nova função será com toda a sociedade.

É nesse ponto que a história do novo desembargador ganha uma dimensão que ultrapassa uma simples nomeação publicada no Diário Oficial.

Ela começa muito antes. Começa com uma criança que chegou a Colinas do Tocantins aos 3 anos, em uma família simples, filho de um relojoeiro.

Passa pelas salas da antiga FAFICH, em Gurupi. Segue por mais de três décadas de advocacia.

Chega a uma lista formada pela OAB, atravessa a votação dos desembargadores e alcança a mesa do governador. Agora, chega ao Tribunal de Justiça.

Para Colinas, a nomeação coloca um profissional formado e consolidado no interior entre os integrantes da mais alta Corte estadual. Para a advocacia, representa a chegada ao Tribunal de alguém que conhece diretamente a realidade da profissão.

E, para Marcos Antônio de Sousa, abre uma nova etapa de uma caminhada que, segundo afirmou ao Diário Tocantinense, será conduzida com humildade, fé em Deus e compromisso de fazer da nova função um instrumento de serviço à Justiça e à população tocantinense.

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