Marina Silva é alvo de tentativa de agressão em ato de campanha; nota assinada por Dorinha repudia violência política

Marina Silva é alvo de tentativa de agressão em ato de campanha; nota assinada por Dorinha repudia violência política
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 18 de agosto de 2026 11

A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) foi alvo de uma abordagem agressiva durante uma caminhada de campanha realizada nesta segunda-feira, 17 de agosto, no centro de São Paulo. O episódio provocou reação de lideranças políticas e voltou a colocar em evidência o debate sobre a violência política praticada contra mulheres.

Marina participava de uma agenda de lançamento da campanha de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, acompanhada por lideranças como Simone Tebet, Márcio França e Erika Hilton. Durante o percurso entre a Praça da República e o Theatro Municipal, um homem não identificado se aproximou de forma agressiva da candidata.

Segundo relatos sobre o episódio, o homem chegou a encostar em Marina enquanto fazia questionamentos em tom provocativo. Pessoas que acompanhavam a caminhada e integrantes da equipe intervieram, e a candidata foi levada para dentro de um estabelecimento comercial até que a situação fosse controlada. Marina não ficou ferida.

Após o ocorrido, Marina relatou que o homem se colocou à sua frente de maneira agressiva. A candidata também explicou que se recupera de uma lesão na coluna e, por recomendação médica, precisa evitar situações de esforço físico e aglomeração. Ela classificou o episódio como um ataque verbal e afirmou esperar que atitudes desse tipo sejam casos isolados durante a campanha eleitoral.

O caso repercutiu entre representantes de diferentes campos políticos. O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, também manifestou solidariedade a Marina e afirmou que divergências, críticas e protestos fazem parte da democracia, mas não podem se transformar em agressão ou intimidação.

Nota tem assinatura de Dorinha

A repercussão alcançou também o Senado Federal e o debate institucional sobre o enfrentamento à violência política contra as mulheres. A senadora pelo Tocantins Professora Dorinha Seabra, que atualmente lidera a Bancada Feminina do Senado, está entre as principais vozes da Casa na defesa de medidas de proteção às mulheres que ocupam espaços públicos e políticos.

Em manifestação institucional sobre o tema, a nota leva a assinatura de Professora Dorinha na condição de líder da Bancada Feminina, reforçando a solidariedade a Marina Silva e a posição de que divergências políticas não podem servir de justificativa para intimidação, agressões ou tentativas de silenciamento de mulheres.

A atuação de Dorinha à frente da bancada tem colocado o enfrentamento à violência política de gênero entre as pautas defendidas pelas senadoras. A parlamentar tocantinense assumiu a liderança do colegiado em julho de 2025 e permanece no posto em 2026.

O episódio envolvendo Marina ocorre justamente no início oficial da campanha eleitoral de 2026, período em que candidatas e candidatos intensificam agendas públicas, caminhadas e encontros com eleitores em todo o país.

Na avaliação de lideranças que se manifestaram após o caso, o ambiente eleitoral não pode normalizar comportamentos intimidatórios contra candidatos e, especialmente, contra mulheres que participam da vida pública.

O Diário Tocantinense (DT) acompanha a repercussão do episódio e as manifestações das instituições e lideranças políticas sobre o caso.

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