Senado no Tocantins: Quaest aponta Eduardo Gomes com 14%, Gaguim 13%, Paulo Mourão 9% e Alexandre Guimarães 8%; 24% seguem indecisos
A primeira pesquisa Quaest contratada pela TV Anhanguera para medir a corrida pelas duas vagas do Tocantins no Senado em 2026 coloca Eduardo Gomes (PL) com 14% das intenções de voto, seguido de perto por Carlos Gaguim (União Brasil), com 13%. Paulo Mourão (PT) aparece com 9%, enquanto Alexandre Guimarães (MDB) registra 8%. Os números correspondem ao consolidado das menções para o primeiro e o segundo votos ao Senado.
Na sequência aparecem Ronaldo Dimas (Podemos), com 6%, Vanderlei Luxemburgo (Podemos), com 5%, e Eli Borges (Republicanos), com 4%. Hélio Rodrigues Bolsonaro e Professor Osvaldo aparecem com 2% cada. Nilton Santos, Fábio Ribeiro e Apóstolo Flávio Braga registram 1% cada, enquanto Osvany Luz aparece com 0%.
Além da proximidade entre os primeiros colocados, outro número chama atenção: 24% permanecem indecisos no resultado consolidado, enquanto 10% aparecem na categoria branco, nulo ou não pretende votar. O percentual de eleitores ainda sem definição é numericamente superior ao índice alcançado por qualquer candidato individualmente.
A eleição para o Senado em 2026 possui uma característica importante para a interpretação desses números. Neste ano serão renovados dois terços da Casa, o que significa que cada eleitor do Tocantins poderá escolher dois candidatos diferentes para senador. Serão eleitos dois nomes pelo Estado, com mandato de oito anos. Por isso, a pesquisa pergunta separadamente o primeiro e o segundo votos e depois apresenta também um consolidado das menções.
Quando é considerado somente o primeiro voto, Eduardo Gomes amplia numericamente sua posição e aparece com 16%. Gaguim vem em seguida, com 14%, enquanto Paulo Mourão alcança 12% e Alexandre Guimarães registra 10%.
Ronaldo Dimas e Vanderlei Luxemburgo aparecem com 7% cada no primeiro voto, enquanto Eli Borges registra 5%. Hélio Rodrigues Bolsonaro, Professor Osvaldo, Nilton Santos e Fábio Ribeiro têm 1% cada. Apóstolo Flávio Braga e Osvany Luz aparecem com 0%. Nesse cenário, 17% estão indecisos e 8% aparecem como branco, nulo ou não pretende votar.
Já na disputa pelo segundo voto ao Senado, Eduardo Gomes e Gaguim aparecem empatados numericamente, ambos com 12%. Paulo Mourão e Alexandre Guimarães também aparecem empatados, com 6% cada. Ronaldo Dimas tem 5%, enquanto Vanderlei Luxemburgo e Eli Borges registram 4% cada.
Hélio Rodrigues Bolsonaro e Professor Osvaldo aparecem com 2% cada no segundo voto. Nilton Santos, Fábio Ribeiro e Apóstolo Flávio Braga registram 1% cada, enquanto Osvany Luz aparece com 0%. Nesse recorte, 24% estão indecisos, e 13% aparecem como branco, nulo ou não pretende votar.
A diferença nominal de apenas um ponto percentual entre Eduardo Gomes, com 14%, e Gaguim, com 13%, precisa ser lida considerando a margem de erro do levantamento, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os dois, portanto, estão tecnicamente em situação de forte proximidade dentro da precisão estatística informada pela pesquisa.
O mesmo cuidado deve ser adotado na leitura das demais posições. Paulo Mourão aparece com 9% e Alexandre Guimarães com 8%, diferença nominal também de apenas um ponto. A pesquisa apresenta a fotografia daquele período de coleta e não permite afirmar, a partir de diferenças tão pequenas, uma ordem definitiva entre candidatos cujos intervalos podem se sobrepor.
O estatístico Raphael Nishimura, diretor de amostragem do Survey Research Center da Universidade de Michigan, explica, em análises sobre pesquisas eleitorais, que levantamentos feitos com amostras estão sujeitos a variações e precisam ser interpretados levando em consideração a metodologia, a margem de erro e o momento em que foram realizados. Segundo ele, pesquisas eleitorais funcionam como um retrato do momento, e as intenções de voto podem mudar até a eleição. A análise de Nishimura é geral sobre metodologia e não foi feita especificamente sobre a pesquisa Quaest do Tocantins.
Nishimura também destaca que diferentes métodos de pesquisa possuem vantagens e limitações. “Cada tipo de levantamento tem vantagens e desvantagens”, afirmou o estatístico ao analisar diferenças metodológicas entre institutos em outra disputa eleitoral. No caso da Quaest, as entrevistas no Tocantins foram realizadas presencialmente, em domicílio.
A Quaest também verificou o quanto a escolha do eleitor para o Senado está consolidada. Segundo o levantamento, 47% afirmam que a decisão pelo candidato já é definitiva, enquanto 52% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições de 4 de outubro.
O número é relevante porque mostra que, mesmo com Eduardo Gomes e Gaguim ocupando as duas primeiras posições na fotografia atual, mais da metade do eleitorado admite rever a escolha. Esse cenário abre espaço para crescimento ou perda de apoio durante as semanas finais, especialmente porque cada eleitor terá dois votos para distribuir entre os candidatos.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam previamente a lista de concorrentes, Alexandre Guimarães e Eduardo Gomes aparecem com 4% cada. Gaguim registra 2%, enquanto Eli Borges, Ronaldo Dimas e Vanderlei Luxemburgo aparecem com 1% cada. Os demais nomes não alcançam 1%.
Os dados divulgados para a espontânea mostram ainda um volume muito elevado de respostas sem indicação de candidato. A publicação que reproduz os dados da pesquisa registra 86% na categoria branco, nulo ou não vai votar e 1% de indecisos. Por se tratar de uma eleição com dois votos e de uma forma específica de consolidação das respostas, esse resultado deve ser lido de acordo com a metodologia utilizada pela Quaest.
O levantamento também perguntou se os eleitores conhecem cada candidato e se votariam neles. Eduardo Gomes aparece com 33% dizendo que o conhecem e votariam nele, 49% afirmando que não o conhecem e 18% dizendo que o conhecem, mas não votariam.
Gaguim também registra 33% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele. Por outro lado, 40% afirmam conhecê-lo, mas não votariam, enquanto 27% dizem não conhecê-lo. Entre os quatro primeiros colocados no consolidado, é o maior percentual na categoria “conhece e não votaria”.
Paulo Mourão tem 22% de eleitores que afirmam conhecê-lo e votar nele, enquanto 46% não o conhecem e 32% dizem conhecê-lo, mas não votariam.
Alexandre Guimarães apresenta um dado diferente dos candidatos que estão à sua frente. 23% dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 61% afirmam não conhecer o candidato. Outros 16% dizem conhecê-lo, mas não votariam. O percentual elevado de desconhecimento pode representar espaço para crescimento de conhecimento durante a campanha, mas, estatisticamente, não permite concluir que esse conhecimento necessariamente se converterá em votos.
Ronaldo Dimas aparece com 21% que o conhecem e votariam, 56% que não o conhecem e 23% que conhecem, mas não votariam. Vanderlei Luxemburgo registra 20%, 54% e 26%, respectivamente. Eli Borges tem 13% que conhecem e votariam, 69% que não conhecem e 18% que conhecem e não votariam.
A margem máxima de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso não significa que um candidato tenha 95% de chance de ocupar determinada posição ou vencer a eleição. O nível de confiança é uma medida relacionada ao processo estatístico utilizado para estimar os resultados da população a partir da amostra entrevistada.
A margem de erro também não deve ser aplicada de forma simplista como se cada percentual necessariamente estivesse três pontos acima ou abaixo. Ela indica a precisão esperada das estimativas dentro do desenho amostral. Por isso, diferenças pequenas, como os 14% de Gomes contra 13% de Gaguim, exigem cautela e não devem ser interpretadas como uma distância consolidada entre os candidatos.
A Quaest ouviu 804 eleitores do Tocantins, com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A pesquisa possui margem máxima de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O levantamento foi encomendado pela TV Anhanguera e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-02161/2026.
A fotografia apresentada pela Quaest coloca, portanto, Eduardo Gomes com 14%, Gaguim com 13%, Paulo Mourão com 9% e Alexandre Guimarães com 8% no consolidado dos dois votos. Mais do que a diferença entre os primeiros colocados, porém, dois números ajudam a dimensionar o tamanho da disputa: 24% ainda estão indecisos no consolidado e 52% dos eleitores afirmam que podem mudar o voto. Com duas cadeiras em jogo, a corrida pelo Senado no Tocantins permanece aberta às movimentações da reta final da campanha.