EXCLUSIVO: Governo do Tocantins estuda contratação emergencial para suprir falta de médicos legistas em Colinas
A falta de médicos legistas fixos em Colinas do Tocantins, situação já relatada pelo Diário Tocantinense e que tem provocado preocupação pela necessidade de garantir atendimento permanente à população da região, levou o Governo do Estado a estudar medidas emergenciais enquanto não é realizado um novo concurso público. Em resposta oficial, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) confirmou que analisa duas alternativas para recompor temporariamente o atendimento no Núcleo de Medicina Legal do município.
Atualmente, Colinas não conta com médicos legistas lotados de forma permanente para atender toda a demanda local. Quando há necessidade do serviço, profissionais precisam se deslocar de Araguaína até o município para realizar os atendimentos e, posteriormente, retornam à cidade de origem. A dinâmica evidencia a dependência de Colinas de profissionais de outra unidade e reforça a cobrança pela recomposição definitiva do efetivo.
A situação pode se tornar ainda mais delicada em casos que exigem atendimento rápido, especialmente quando envolvem mortes que dependem de exames periciais e outros procedimentos médico-legais. Para as famílias, qualquer demora pode significar mais horas de espera em um momento já marcado pela dor e pela necessidade de liberação do corpo para os procedimentos funerários.
De acordo com nota encaminhada ao Diário Tocantinense, datada de 25 de agosto de 2026, uma das possibilidades analisadas pelo Governo é a realização de contratação emergencial de profissionais. A outra é a celebração de um acordo de cooperação técnica com a rede estadual ou municipal de Saúde, permitindo que os casos considerados de menor complexidade possam ser atendidos pela própria rede local.
“A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que estão em estudo duas alternativas para o atendimento das demandas do Núcleo de Medicina Legal de Colinas do Tocantins até a realização do concurso público: uma eventual contratação emergencial ou a celebração de acordo de cooperação técnica com a rede estadual ou municipal de Saúde, possibilitando que os casos de menor complexidade sejam atendidos pela rede local”, informou a Secretaria.
A manifestação ocorre após a situação da Medicina Legal em Colinas ganhar atenção diante da carência de profissionais permanentes. O problema já havia sido levado ao conhecimento do Diário Tocantinense, com a cobrança por médicos legistas fixos para atender não apenas o município, mas também as demandas provenientes de cidades da região.
Na prática, o modelo atual depende do deslocamento de médicos de Araguaína sempre que há necessidade de atendimento em Colinas. Os profissionais vêm ao município especificamente para realizar os procedimentos demandados e depois retornam para Araguaína, o que impede que o Núcleo disponha de uma equipe médica permanente durante todo o período.
A preocupação central é justamente evitar que a ausência de profissionais lotados em Colinas resulte em demora nos procedimentos ou na necessidade de deslocamento de demandas para outras cidades. O atendimento médico-legal está diretamente ligado ao trabalho policial, às investigações e também à liberação de corpos em situações que exigem necropsia ou outros exames.
A demanda apresentada em Colinas é para que o município tenha uma solução permanente para o funcionamento do serviço. A carreira de médico legista possui regras específicas de ingresso e, por isso, a recomposição definitiva dos quadros depende da realização de concurso público.
Segundo a SSP/TO, o Governo considera o concurso a solução definitiva para o problema. “A SSP/TO reforça que a realização do concurso público será a solução definitiva para a recomposição dos quadros. O certame encontra-se na etapa de seleção da banca organizadora, com expectativa de publicação do edital ainda em 2026”, destacou a pasta.
Até que o concurso seja concluído e os novos profissionais possam ser nomeados, a contratação emergencial ou a cooperação com a rede de Saúde aparecem como alternativas para diminuir os efeitos da falta de médicos legistas fixos.
A possibilidade de utilização da rede estadual ou municipal para situações de menor complexidade também poderá reduzir parte da pressão sobre os profissionais que atualmente precisam sair de Araguaína para atender Colinas. Entretanto, a própria Secretaria reconhece, ao apontar o concurso como solução definitiva, que a recomposição permanente dos quadros continua sendo necessária.
Para Colinas do Tocantins, a resposta representa um avanço na discussão, porque confirma oficialmente que o Estado está avaliando alternativas para enfrentar a falta de médicos legistas no município. A expectativa agora é saber qual medida será adotada e quando poderá começar a funcionar.
O Diário Tocantinense continuará acompanhando o andamento das tratativas, a definição sobre eventual contratação emergencial ou acordo de cooperação e também os próximos passos do concurso público, que atualmente está na fase de escolha da banca organizadora.
Enquanto o edital não é publicado e os futuros aprovados não são nomeados, permanece a cobrança para que Colinas tenha médicos legistas fixos e atendimento contínuo, reduzindo a dependência de profissionais deslocados de Araguaína e garantindo mais agilidade e dignidade às famílias que precisam do serviço.