Justiça barra pesquisa da Exata.GO após pedido da coligação de Dorinha; instituto acumula multa de R$ 53,2 mil no Tocantins
Decisão mais recente suspendeu levantamento após representação da União pelo Tocantins; condenação de R$ 53,2 mil está relacionada a outro processo eleitoral envolvendo o instituto.
A Exata.GO voltou ao centro de decisões da Justiça Eleitoral no Tocantins após ter a divulgação de uma pesquisa suspensa a pedido da coligação União pelo Tocantins, que tem Professora Dorinha como candidata ao Governo do Estado. O instituto também acumula uma condenação de R$ 53,2 mil referente a outro levantamento analisado anteriormente pela Justiça.
A decisão mais recente atingiu a pesquisa registrada sob o número TO-04465/2026. O levantamento previa 2 mil entrevistas e já tinha resultados divulgados quando a Justiça Eleitoral identificou problemas relacionados ao prazo para complementação de informações da amostra no sistema oficial.
Entre os dados que deveriam ser informados estavam os municípios e bairros efetivamente pesquisados, quantidade de entrevistas por determinadas áreas e características socioeconômicas e demográficas da amostra.
A representação foi apresentada pela coligação União pelo Tocantins. Ao analisar o caso, a Justiça determinou a suspensão da divulgação dos resultados e a retirada do conteúdo publicado pelo instituto. Também foram previstas multas em caso de descumprimento da ordem judicial.
A multa de R$ 53,2 mil citada no histórico da Exata.GO, no entanto, pertence a outro processo. Em abril, um levantamento registrado sob o número TO-01693/2026 teve sua suspensão tornada definitiva após ações apresentadas pelo Progressistas e pelo União Brasil.
Naquela decisão, a pesquisa foi considerada não registrada pela Justiça Eleitoral diante de irregularidades relacionadas às informações da amostra e à utilização de fontes consideradas inadequadas para os dados apresentados. Foi nesse processo que a Exata.GO recebeu a condenação ao pagamento de R$ 53,2 mil.
O instituto ainda enfrentou outro revés em agosto. Nesse caso, provocado pelo PDT, a Justiça questionou um levantamento que previa mais de 22 mil entrevistas presenciais em dezenas de municípios em poucos dias e com custo declarado de R$ 10 mil. O processo também tratou de questões metodológicas e documentais.
As decisões relativas ao registro e à metodologia das pesquisas não significam, automaticamente, que os percentuais eleitorais divulgados tenham sido comprovadamente fraudados. Elas dizem respeito ao cumprimento das exigências estabelecidas pela legislação eleitoral para registro, fiscalização e divulgação de pesquisas.
O Diário Tocantinense acompanha os processos envolvendo pesquisas eleitorais no Estado e mantém espaço aberto para manifestação da Exata.GO, das coligações e das demais partes citadas.