Greve na Caixa chega à OAB Tocantins, que cobra manutenção de serviços essenciais; sindicatos explicam paralisação

Greve na Caixa chega à OAB Tocantins, que cobra manutenção de serviços essenciais; sindicatos explicam paralisação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 18 de setembro de 2026 9

OAB Tocantins notifica Sindicato dos Bancários e dá 48 horas para medidas sobre serviços essenciais durante greve dos empregados da Caixa.

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal no Tocantins ganhou um novo capítulo após a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins notificar extrajudicialmente o Sindicato dos Bancários do Estado do Tocantins, o SINTEC-TO, pedindo medidas para garantir atividades consideradas indispensáveis durante a paralisação.

A OABTO afirma que a greve vem provocando dificuldades no processamento e pagamento de alvarás e ordens judiciais, incluindo créditos trabalhistas, previdenciários e honorários advocatícios. A entidade também cita situações relacionadas ao FGTS e ao seguro-desemprego quando não existe alternativa eletrônica capaz de atender o beneficiário.

A notificação estabelece prazo de até 48 horas, contado a partir do recebimento, para que o sindicato adote providências destinadas a assegurar contingente suficiente para essas atividades. A Ordem afirma reconhecer o direito constitucional de greve, mas sustenta que a paralisação precisa ser compatibilizada com necessidades consideradas inadiáveis. Caso não haja atendimento, a entidade informou que poderá recorrer à Justiça.

Do outro lado, o SINTEC-TO afirma que a paralisação começou em 10 de setembro após os trabalhadores rejeitarem propostas para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Entre as reivindicações apontadas pelo sindicato estão valorização profissional, melhores condições de trabalho, redução da pressão por metas, combate à sobrecarga e, principalmente na Caixa, discussões relacionadas ao Saúde Caixa.

As negociações continuam. Em uma rodada que avançou pela madrugada do dia 17, a Caixa apresentou nova proposta aos empregados. Entre os pontos estão mudanças no custeio do Saúde Caixa, manutenção do modelo solidário, pagamento de R$ 3 mil ligado ao Índice de Eficiência Operacional e regras para compensação dos dias de greve. O texto ainda depende da avaliação dos trabalhadores.

A situação permanece, portanto, em negociação. Enquanto a OAB cobra a preservação de serviços relacionados a pagamentos judiciais e benefícios essenciais, os empregados mantêm reivindicações trabalhistas e aguardam novas deliberações da categoria.

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