Dia da Árvore passou, mas o desafio continua: educação ambiental aproxima estudantes da preservação da natureza no Tocantins
Data celebrada em 21 de setembro chama atenção para a importância de transformar atividades escolares, plantios e conscientização em práticas permanentes de proteção ao Cerrado.
Por Redação DT
O Dia da Árvore foi comemorado nesta segunda-feira, 21 de setembro, mas a mensagem deixada pela data vai muito além de um único dia no calendário. Em um estado marcado pela presença do Cerrado, por longos períodos de estiagem e pelo risco recorrente de incêndios florestais, a educação ambiental tem papel estratégico na formação de crianças e adolescentes.
No Tocantins, escolas e órgãos públicos aproveitam a data para aproximar estudantes dos temas ligados à preservação. Em Palmas, por exemplo, a Defesa Civil promoveu ação educativa com crianças do CMEI Terezinha Alves Evangelista, utilizando atividades adaptadas à faixa etária para abordar preservação da natureza e prevenção de danos ambientais.
A importância desse tipo de atividade está justamente em transformar conceitos que muitas vezes parecem distantes em experiências práticas. Plantar uma muda, entender a função de uma árvore na regulação da temperatura, conhecer espécies do Cerrado ou aprender como evitar queimadas são ações simples que ajudam a criar uma relação mais próxima entre o estudante e o território onde vive.
As árvores contribuem para proteção do solo, manutenção de cursos d’água, equilíbrio da temperatura, captura de carbono e preservação da biodiversidade. No Cerrado, muitas espécies ainda possuem funções alimentares, medicinais, econômicas e culturais para diferentes comunidades.
O desafio é evitar que o tema fique restrito a atividades realizadas apenas em setembro. Educação ambiental pode estar presente durante todo o ano em aulas, hortas escolares, projetos de reciclagem, recuperação de áreas degradadas, visitas técnicas, ações contra queimadas e iniciativas de conservação de nascentes.
Mais do que comemorar uma data, preservar exige continuidade. E aproximar estudantes da natureza desde os primeiros anos de formação pode ser uma das maneiras mais eficientes de transformar cuidado ambiental em hábito e responsabilidade coletiva.