PF prende duas eleitoras e suspeito de pagar por votos em Gurupi na véspera das eleições
Duas eleitoras e um homem foram presos em flagrante pela Polícia Federal neste sábado, 3 de outubro, em Gurupi, no sul do Tocantins, sob suspeita de envolvimento em compra de votos. Segundo informações sobre o registro policial divulgadas pelo Jornal Opção Tocantins, as mulheres teriam recebido R$ 300 cada para votar em Eduardo Andrade, candidato a deputado estadual pelo PSDB.
O homem foi identificado na publicação como Migne Thiago de Oliveira Cabral, apontado como servidor da Universidade de Gurupi, a UnirG. Ele é suspeito de oferecer e entregar o dinheiro às eleitoras para obter votos para o candidato. As mulheres foram identificadas como Silvana Carvalho de Souza e Maria Eloisa Carvalho Lima.
Conforme o relato sobre o flagrante, os repasses teriam ocorrido nas imediações da IPOINT, na Avenida São Paulo, esquina com a Rua 10, no Setor Central de Gurupi. A suspeita é de que cada eleitora tenha recebido R$ 300 em espécie, totalizando R$ 600 nos dois pagamentos descritos.
O registro mencionado pela publicação atribui ao homem a suposta oferta e entrega de vantagem em troca de votos. As duas mulheres, por sua vez, foram detidas sob suspeita de receber os valores com essa finalidade. As circunstâncias dos pagamentos e a responsabilidade de cada envolvido ainda dependem da investigação.
Eduardo Andrade concorre à Assembleia Legislativa pelo PSDB, com o número 45100. A indicação de seu nome como possível beneficiário dos votos não comprova que ele tenha autorizado, financiado ou tomado conhecimento dos repasses.
O advogado Solano Donato negou qualquer relação do candidato ao governo Vicentinho Júnior com o episódio. Embora Eduardo Andrade e Vicentinho pertençam ao mesmo partido, o documento descrito pelo Jornal Opção Tocantins não aponta participação do candidato a governador no suposto esquema.
“O fato ocorrido em Gurupi não tem absolutamente nada a ver com Vicentinho Jr. A divulgação de vinculação com o candidato será questionada na justiça no âmbito Cível-eleitoral e criminal. Qualquer vinculação é exercício de má-fé”, afirmou Solano ao Jornal Opção Tocantins.
A manifestação do advogado trata da ausência de ligação de Vicentinho com o episódio. Ela não substitui o esclarecimento dos fatos investigados nem representa uma manifestação de defesa dos três presos.
As informações apresentadas não esclarecem a origem do dinheiro, eventual participação de outras pessoas ou se houve apreensão de celulares, materiais de campanha e outros objetos. Também não permitem informar se os envolvidos permaneceram presos após os procedimentos policiais.
O material utilizado nesta reportagem não apresenta manifestação de Eduardo Andrade nem das defesas dos três detidos sobre as suspeitas. Tampouco informa decisão judicial sobre a custódia.
As prisões ocorreram na véspera do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo, 4 de outubro. O caso permanece sujeito à apuração policial e à análise da Justiça. A prisão em flagrante não equivale a condenação, e a responsabilidade dos envolvidos deve ser examinada individualmente.