“Quem não ajuda, para nós não serve”: Wagner reafirma Dorinha após Dimas apoiar Vicentinho; veja o vídeo
O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União Brasil), reafirmou seu apoio à Professora Dorinha para o Governo do Tocantins e endureceu o discurso sobre a necessidade de parceria com a cidade. A manifestação ocorre após o ex-prefeito Ronaldo Dimas declarar apoio a Vicentinho Júnior no segundo turno, decisão que, segundo o Araguaína Notícias, surpreendeu Wagner. Fonte: Araguaína Notícias.
Questionado se continuaria com Dorinha, Wagner respondeu de forma direta: “Sem sombra de dúvida”. No trecho da entrevista, o prefeito sustentou que a candidata representa a possibilidade de fortalecer as parcerias de que o município precisa. “A gente precisa de parceiro que ajuda a cidade. Quem não ajuda, para nós não serve”, afirmou.
Wagner também estabeleceu uma divisão política entre seu grupo e os demais projetos na disputa. “E qualquer um outro que chegar vai ser adversário nosso. Isso é fato”, declarou no trecho transcrito.
O prefeito defendeu que as lideranças concentrem esforços nas candidaturas de Dorinha ao governo e de Flávio Bolsonaro à Presidência. Na avaliação apresentada por ele, a diversidade de apoios do primeiro turno precisa dar lugar a uma atuação conjunta nesta etapa. “O ponto principal, Fernandinha, é de a gente juntar o time todo”, afirmou.
A cobrança ganha peso diante da escolha de Ronaldo Dimas por Vicentinho. O episódio expõe uma divergência entre o atual prefeito e seu antecessor justamente quando Wagner tenta reunir o grupo em torno de Dorinha.
No primeiro turno de 2026, Ronaldo Dimas foi o candidato ao Senado mais votado em Araguaína, com 42.567 votos, embora não tenha conquistado a vaga no resultado estadual. O desempenho mostra que o ex-prefeito mantém presença eleitoral expressiva na cidade. Fonte: Araguaína Notícias.
Na disputa pelo governo, Dorinha recebeu 37.608 votos, ou 42,43% dos votos válidos, ficando atrás de Vicentinho Júnior, que alcançou 40.080 votos, equivalentes a 45,22%. A diferença entre os dois foi de 2.472 votos no município. Fonte: apuração de Araguaína.
Os resultados pertencem a disputas diferentes. Em 2026, cada eleitor podia escolher dois candidatos ao Senado e apenas um ao governo. Portanto, a diferença entre a votação de Dimas e a de Dorinha não permite identificar quantos eleitores votaram nos dois ou deixaram de acompanhar algum apoio político.
O histórico das eleições municipais ajuda a dimensionar a trajetória dos dois líderes. Ronaldo Dimas venceu a disputa pela Prefeitura em 2012 com 50.069 votos e foi reeleito em 2016 com 32.522. Wagner conquistou o primeiro mandato em 2020 com 39.735 votos, ou 50,87% dos válidos. Fonte: histórico eleitoral do município.
Em 2024, Wagner foi reeleito com 73.158 votos e 78,38% dos válidos. Foram 33.423 votos a mais que em sua primeira vitória, um crescimento de aproximadamente 84,1% em números absolutos. Fonte: Araguaína Notícias.
A comparação aponta uma ampliação expressiva da votação de Wagner entre suas duas eleições. Já Dimas teve redução de votos entre a primeira vitória e a reeleição. Essa leitura, porém, precisa considerar as condições de cada disputa: em 2012 havia dois candidatos à Prefeitura; em 2016, sete; em 2020, quatro; e em 2024, dois. A quantidade de concorrentes altera a distribuição dos votos.
Na análise dos resultados, Wagner consolidou uma base municipal ampla, enquanto Dimas preservou força eleitoral suficiente para liderar a votação ao Senado na cidade em 2026.
Ao mesmo tempo, o desempenho de Dorinha mostra que a votação de um prefeito não se reproduz automaticamente na candidatura que ele apoia. Os 73.158 votos de Wagner em 2024 e os 37.608 de Dorinha em 2026 foram registrados em eleições distintas, com candidatos, cargos e circunstâncias diferentes. Não representam um conjunto fixo de eleitores que uma liderança possa transferir integralmente.
A disputa do segundo turno coloca essa capacidade de mobilização à prova. Wagner busca transformar sua força municipal em apoio a Dorinha; Dimas passa a defender Vicentinho. O resultado dependerá das escolhas dos eleitores e da capacidade de cada candidatura de ampliar sua votação, além dos apoios anunciados pelas lideranças.