ANP exclui biomassa de área denunciada e prevê auditoria em unidade da BP no Tocantins
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou que a biomassa de uma área denunciada não foi considerada elegível na certificação da Pedro Afonso Bioenergia, controlada pela BP Bioenergy. Segundo reportagem do Jornal Opção publicada em 15 de outubro, a agência manteve os efeitos da certificação e programou auditoria presencial, ainda sem data divulgada.
A resposta descrita pelo jornal foi encaminhada à Frente Estudantil em Defesa do Rio Tocantins e do Meio Ambiente. Conforme a publicação, a análise documental não identificou alterações significativas que justificassem suspensão cautelar naquele momento.
Permanecem sem esclarecimento público, segundo a reportagem, a identificação da propriedade atingida pela exclusão, o volume desconsiderado e os possíveis reflexos sobre créditos de descarbonização. As denúncias ambientais continuam sob apuração.
As orientações públicas da ANP explicam que a exclusão de um fornecedor pode reduzir o volume elegível sem impedir, por si só, a certificação de uma usina. Essa regra geral não resolve automaticamente as questões específicas levantadas sobre Pedro Afonso.
O RenovaBio busca incentivar eficiência energética e redução de emissões na cadeia de biocombustíveis. A origem e a elegibilidade da matéria-prima integram a documentação utilizada no processo.
O espaço permanece aberto para manifestação da empresa, da agência e da entidade responsável pelos questionamentos.