Boletim epidemiológico apresenta possível 3° onda da Covid-19 no TO

Com esses novos dados, o Tocantins passa a acumular 255.544 casos confirmados desde o início da pandemia

Da Redação

Nesta segunda-feira, 24, o Boletim Epidemiológico atualizado mostrou uma alta significativa nos casos de Covid-19 no Tocantins. Só entre os dias 22 a 24 deste mês, o estado contabilizou 1.400 novos casos, sendo 792 casos registrados na capital, Palmas. 

O segundo município que mais contabilizou casos confirmados foi Gurupi, com 168, seguido de Paraíso do Tocantins e Araguaína.

Com esses novos dados, o Tocantins passa a acumular 255.544 casos confirmados desde o início da pandemia. Destes 241.931 estão recuperados e há 9.628 pessoas em isolamento domiciliar ou hospitalar. Infelizmente, 3.985 pessoas foram a óbito. De acordo com o boletim, cerca de 210 pessoas estão hospitalizadas em leitos clínicos e UTI covid atualmente. 

Os dados apontam que a média móvel de casos dos últimos 7 dias foi a maior já registrada desde o início da pandemia no Tocantins em março de 2020. Em média, são 1.212,14 diagnósticos positivos por dia.

Comparado a março de 2021, onde ocorreu a segunda onda da doença, a média móvel estava em 1.124,43 casos por dia. 

Segundo o médico Guilherme Cavalcante, o novo aumento dos casos é um reflexo da flexibilização das festas de fim de ano, bem como o pensamento de algumas pessoas de que a pandemia tenha acabado. 

“Essa nova possível terceira onda pode estar relacionada às festas de fim de ano, e a flexibilização das medidas de proteção individual, como o uso de máscaras. Vale ressaltar que continuam sendo essencial o cumprimento das medidas, pois a pandemia não acabou. Oriento que qualquer pessoa com sintomas gripais, realize os testes de covid-19”, afirma o médico. 

Como prevenir o contágio?

A transmissão da Covid-19 acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de toque do aperto de mão; gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro e objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las. Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool em gel (>70%), que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas, etc.

Para a limpeza doméstica, recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução contendo uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies. Utilizar lenço descartável para higiene nasal é outra medida de prevenção importante.

Além das medidas básicas de prevenção, o uso das máscaras faciais descartáveis e laváveis deve ser adotado por toda a sociedade. Independente do material de produção, ela deve ser trocada sempre que não estiver limpa ou seca.