Candidatura de Ronivon Maciel a prefeito de Porto Nacional enfrenta dificuldades

Um dos principais desafios do candidato seria descolar sua imagem da gestão sofrível do prefeito Joaquim Maia do MDB

Da Redação

Informações de bastidores políticos de Porto Nacional dão conta de que o atual vice-prefeito e candidato a prefeito do município, Ronivon Maciel (PSD), estaria com dificuldades em fazer sua candidatura decolar.

Um dos principais desafios do candidato seria descolar sua imagem da gestão sofrível do prefeito Joaquim Maia (MDB), de quem foi aliado até março deste ano. O rompimento, aliás, nunca ficou muito claro para os portuenses.

Na época do “divórcio”, seu próprio grupo político se dividiu. Parte o seguiu e parte ficou com Quim Maia. Aqueles que tinham bons cargos indicados por ele, ou que criaram vínculos com o prefeito, tentaram, sem sucesso, convencê-lo a permanecer ao lado do atual gestor.

É o que mostram reportagens da época, nas quais ele diz não ter divergências com Joaquim Maia. Em suas próprias palavras, seu afastamento se deu para que ele tivesse liberdade de disputar a prefeitura, uma vez que o prefeito não abriu mão de disputar a reeleição.

O prefeiturável parece ter sido encantado pelo canto da sereia, após a votação recebida em 2018, quando disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, obtendo a maior votação em Porto, 5.342 votos. Ele interpretou o apoio dos portuenses naquela eleição como uma “convocação” para disputar a prefeitura.

Talvez Ronivon desconheça o fato de que cada eleição é diferente da anterior – e da próxima –, sobretudo quando a disputa é para cargos diferentes.Fontes ligadas ao prefeiturável dizem que, não bastasse isso, falta dinheiro para tocar a campanha. Parece fazer sentido, pois os portuenses sabem que ele conseguiu levar à falência sua empresa de material de construção, que foi uma das maiores da cidade.

Sabem também que os bens dele e de sua esposa, Keila Viana Ribeiro Maciel, foram penhorados pela Justiça para a quitação de dívidas com a União e o Estado, que somam mais de meio milhão de reais.

Sua única renda seria o salário de vice – R$ 12.600 – que ele continua recebendo religiosamente todos os meses, como mostra o Portal da Transparência da prefeitura.

A candidatura de Ronivon carece também da presença de seus principais apoiadores: o deputado estadual Ricardo Ayres (PSB), do deputado federal Vicentinho Junior (PL) e do senador Irajá Abreu (PSD).

O motivo da ausência dos aliados seriam as chamadas pesquisas para consumo interno, que estariam mostrando cenário desfavorável ao ex-aliado do prefeito e, possivelmente, o crescimento do pesadelo dos dois: o ex-prefeito Otoniel Andrade (PTB), forte em qualquer disputa.