CGU aponta inconsistência em dados do FNDE e quer saber para onde foi R$ 2 bilhões para obras no Brasil; No Tocantins são 117 obras canceladas

Na cidade de Colinas do Tocantins, foi cancelada a obra da Escola Rui Barbosa, com previsão de R$ 218.856,86

Da Redação

A Controladoria-Geral da União quer saber onde foram parar quase R$ 2 bilhões de reais destinados a obras em várias cidades de diversos estados. O dinheiro foi dado, mas as obras não saíram. No Tocantins por exemplo são ao todo 525 obras, sendo 15 paralisadas, 13 não iniciadas, 117 obras concluídas e 66 em execução.

Recentemente após auditoria feita pelo órgão aponta que cerca de 30% das obras encontram-se nas situações de cancelamento, paralisada ou inacabada e para parte das obras foi destinado R$ 1,1 bilhão de reais pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para custeio das obras.

Em Palmas, foram canceladas 05 obras as quais: Colégio de Tempo Integral Augusto dos Anjos com previsão de valores para serem gastos de R$ 218.268,66 e que já chegou a ser pago pelo Ministério da Educação via FNDE, R$ 32.295,16. Outra obra que chamou a atenção ao qual também foi cancelada foi a Cobertura da Quadra Rachel Queiroz com previsão de orçamento de R$ 259. 472,98 e que já teria sido transferido aos cofres do município o montante de R$ 32.295,19.

Na cidade de Colinas do Tocantins, foi cancelada a obra da Escola Rui Barbosa, com previsão de R$ 218.856,86 ao qual teria sido destinado pelo MEC o montante de R$ 10.942,84. Ao todo são 05 obras concluídas, 01 cancelada e 03 em execução no município.

Já em Araguaína cidade polo do Norte do Estado do Tocantins, foram encontradas, 04 obras canceladas, 15 concluídas, 01 não iniciada, 01 paralisada e 03 em execução. As obras canceladas que mais chamou a atenção foi a do Jardim dos Ipês II com previsão de R$ 1.926,044,14 e foram pagos R$ 355. 561,72. A outra obra e a do Setor Universitário 2 com previsão de R$ 1.926,044,14 e foram destinados já R$ 355. 561,71.

O DT solicitou nota de todos os envolvidos e aguarda um posicionamento.

A CGU disse ao Diário Tocantinense que foram encontradas inconsistências de registros quanto a situação das obras nos Estados e também no Tocantins.