Justiça anula júri que condenou quatro réus por incêndio na Boate Kiss; caso aconteceu em 2013

Em dezembro de 2021, os sócios da boate Kiss foram condenados chegando a 22 anos de reclusão.

Da Redação

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu anular nesta quarta-feira, 03, o julgamento dos quatro condenados pelo incêndio na boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou outras 636 feridas em 2013. No final de 2021, os quatros acusados haviam sido condenados pelo Tribunal do Júri, em julgamento que durou dez dias. Todos serão soltos. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira pela 1ª Câmara Criminal, em Porto Alegre. 

Entenda o caso

No dia 27 de janeiro de 2013, um incêndio na Boate Kiss, localizada na área central de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, resultou na morte de 242 pessoas e feriu 636. No local acontecia a festa universitária ?Agromerados?.

O fogo iniciou após um dos integrantes da Banda Gurizada Fandangueira disparar um artefato pirotécnico e as fagulhas atingirem o teto, que era revestido de espuma.

Em dezembro de 2021, os sócios da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha Leão foram condenados.

As penas chegaram até 22 anos de reclusão: 

- Elissandro Callegaro Spohr: 22 anos e 6 meses de reclusão

- Mauro Londero Hoffmann: 19 anos e 6 meses de reclusão

- Marcelo de Jesus dos Santos: 18 anos de reclusão

- Luciano Bonilha Leão: 18 anos de reclusão

Após a decisão desta quarta com dois votos a favor da anulação e um contrário que revoga as prisões dos quatro acusados, cabe ao juiz de primeiro grau decidir sobre as solturas. Eles podem ser liberados ainda nesta quarta.