Leonardo confirma que o pai, Osmar Cintra, é pré-candidato a prefeito

Osmar Cintra já foi prefeito da cidade por dois mandatos. Leonardo Cintra, por sua vez, também comandou o município

Adenauer Cunha

O ex-prefeito de Almas, Leonardo Sette Cintra (PSDB), confirmou à reportagem do Diário Tocantinense que o seu pai, o ex-prefeito Osmar Lima Cintra (PSDB) é pré-candidato a prefeito de Almas. A família Cintra tem forte peso político na região. Osmar Cintra já foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre os anos de 1997 e 2004. Leonardo Cintra, por sua vez, também comandou o Executivo Municipal entre os anos de 2013 e 2016.

“Nós vamos pra disputa sim. O meu pai [Osmar Cintra] é o pré-candidato. Nosso grupo já está há cerca de 20 anos trabalhando por Almas e, dessa vez, meu pai será candidato”, afirmou Cintra.

Leonardo já foi presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), titular da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado na gestão de Mauro Carlesse (DEM), e, atualmente, ocupa o cargo de assessor especial de gabinete. “Estou na gestão do governador Mauro Carlesse e pretendo ficar no governo, auxiliando o governador até o fim de seu mandato”, afirmou.

Justiça

Em agosto do ano passado Leonardo chegou a ser condenado em primeira instância por atos de improbidade administrativa à época da sua gestão na Prefeitura de Almas. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Cintra teria sido responsável pelo prejuízo de mais de R$ 228 mil ao município. A defesa de Leonardo recorreu. Porém, o recurso ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ).

Em 2015 ele chegou a ser afastado da prefeitura pelos crimes de prevaricação e usurpação de função pública. Na época, a acusação era de que a gestão da prefeitura era de fato exercida pelo pai dele, Osmar Cintra.

As condenações envolvendo a família Cintra não se encerram nas denúncias que recaíram sobre Leonardo. O pai dele, Osmar Cintra, também chegou a ser condenado pela Justiça Federal em 2012 por apropriação de verbas públicas oriundas de convênio firmado em 1999 com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que tinha por objetivo prover melhorias sanitárias e domiciliares rurais para controle da doença de Chagas no município.

A condenação foi de peculato e Osmar Cintra chegou a ser condenado a quatro anos de reclusão e pagamento de 35 dia multa à base de um salário mínimo vigente à época do fato.