Moradores do Aeroporto I e Estrela do Norte I e II em Colinas, são pegos de surpresa com visita de técnicos que solicitam saída da residência

A gestão estaria com uma suposta lista de 48 pessoas que estariam inaptas para residir nos imóveis

Da Redação

Moradores do residencial Aeroporto 1 e Estrela do Norte 1 e 2, empreendimento construído pela Caixa Econômica Federal, através do programa Minha Casa Minha Vida, para atender pessoas de extrema vulnerabilidade e desassistidas de ações de moradia por parte do governo, reclamaram ao Diário Tocantinense, na tarde desta terça-feira, 27, que receberam visita de duas Assistentes Sociais da Diretoria de Habitação da cidade de Colinas do Tocantins, região norte do estado, com o objetivo de desapropriar os moradores das unidades habitacionais. 

Segundo eles, às duas assistentes sociais ao adentrar as residências solicitaram dois documentos pessoais e após isso sem ter dado algum tipo de notificação teriam informado que os moradores deveriam deixar o local.

“Ficamos sem chão com a situação de ter que deixar nossa casa. Não temos onde ficar. Não sei o que faremos e nem para onde iremos. Se foi algum tipo de denúncia que pelo menos expliquem para nós”, comentou uma moradora que por medo de retaliação preferiu não ser identificada. 

Outra moradora que prefere manter o anonimato disse a reportagem do DT, que desde a gestão de Adriano Rabelo (MDB), os moradores vivem essa insegurança e que agora novamente a prefeitura com o novo chefe quer tomar as casas de moradores, “Não podemos sair para nada, não podemos ter empregos fora, que somos denunciados e se for contra o partido do prefeito, somos alvos e querem tomar nossa residência, chega isso não existe””, disse indignada.

Conforme relatos ouvidos pelo Diário Tocantinense, a gestão estaria com uma suposta lista de 48 pessoas que estariam inaptas para residirem nos imóveis. A listagem leva em consideração pessoas que teriam alugado ou vendido a casa.

Questionada pelo Diário Tocantinense, a prefeitura da cidade informou que a gestão estaria executando amplo programa de regularização fundiária no município que abrange as ocupações regulares não documentadas e as irregulares já consolidadas, não procedendo à afirmação de que pretende retirar os moradores de suas residências. 

“Em relação à atuação dos técnicos da prefeitura nos programas habitacionais, do governo federal que os mesmos estariam agindo na legalidade, visto que é competência do município a seleção dos beneficiários, e a fiscalização do uso correto, das residências pelas pessoas que foram contempladas,” diz trecho da nota enviada pela prefeitura ao DT.

Após algumas horas aguardando a nota oficial da Caixa Econômica Federal, o DT foi informado pela Assessoria de Imprensa do Banco que não comentariam mais o assunto. É assegurou que o caso foi isolado e que o município foi procurado para entendimento sobre o caso.