Plantão Policial

Prefeitos, vice e secretários são alvos de operação da PF no Tocantins

Os agentes públicos são investigados pelos crimes de corrupção, peculato e organização criminosa.

Foto: Divulgação
  • Da Redação
  • 08 de agosto de 2019 (Atualizada em 08/08/2019 19:45:37)

A Polícia Federal realizou, nessa quinta-feira (8), a operação O Mecanismo que tem o objetivo de  apurar crimes de corrupção, peculato e organização criminosa envolvendo agentes públicos de cinco municípios do Tocantins. Cerca de 120 policiais federais cumprem 27 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de intimação para a inquirição dos envolvidos. Todas as medidas foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Os mandados são cumpridos em Palmas, Paraíso do Tocantins, Novo Acordo, Recursolândia, Santa Tereza, Lizarda, Lagoa do Tocantins, bem como na cidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra.

Entre os investigados estão gestores, com cargos de prefeitos, vice e secretários em cinco municípios. São eles: Raimundo Nonato - Prefeito de Lagoa do Tocantins, Suelene Lustosa - Prefeita de Lizarda, Elson Lino - Prefeito de Novo Acordo, Nadi Pinheiro - Prefeita de Recursolândia, Otalmir de Sousa - Secretário de Finanças de Novo Acordo, José Luiz da Silva - Secretário de Recursolândia, Valteir Lustosa - Vice-prefeito de Santa Tereza e Creusélia Regina - Secretária de Santa Tereza.

Segundo as investigações, empresas de Palmas, que mantêm contrato de prestação de serviços de reparo de viaturas e fornecimento de peças automotivas com municípios, promovem reiteradamente transferências de valores e dão outras vantagens a servidores municipais comissionados, parentes e pessoas próximas dos prefeitos dos municípios com quem elas possuem contratos. O empresário, que é dono de duas oficinas, não teve o nome divulgado.

Ainda de acordo com a PF, além dos créditos em conta corrente, apurou-se que as vantagens indevidas aos gestores públicos e pessoas próximas também eram efetivadas por meio de pagamentos de despesas pessoais como contas de telefones, IPVA, mensalidades escolares, entre outras. Os recursos dos contratos são oriundos do fundo nacional do desenvolvimento da educação e fundo municipal de saúde (SUS).

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