Ceia pronta é solução para quem não quer trabalho na véspera de Natal
O comportamento do consumidor durante as compras para a ceia de Natal, a primeira desde a chegada da covid-19 ao Brasil, ainda é analisado pelo varejo. Com orientações das autoridades sanitárias para que os festejos de final de ano sejam realizados com maiores cuidados, e em grupos menores, os números mostram que os consumidores deixaram para ir ao mercado nos dias que antecedem a comemoração.
Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostrou que os preços dos produtos geralmente consumidos na ceia de Natal subiram até 42% no Brasil em comparação ao mesmo período do ano passado.
A ceia de Natal é um dos momentos mais importantes da data. As famílias se reúnem ao redor de uma mesa farta para celebrar o nascimento de Jesus Cristo e, também, a união. A grande variedade de pratos é uma das características da ceia. Com a correria do dia a dia, muita gente fica sem tempo para preparar os alimentos. Dessa forma, a melhor solução é encomendar o banquete.
Produtos mais procurados e o impacto da pandemia na economia
O item que mais encareceu foi o lombo de porco, que está com preço 42,12% mais alto do que em 2019. Depois do lombo, os produtos com altas mais expressivas foram o pernil (+32,8%), o peru (+29,2%), a picanha (+25,4%), o queijo ralado (+23,6%) e o sorvete (+21,5%).
Também tiveram aumento significativo os preços da azeitona verde com caroço (+21,6%), o macarrão espaguete (+20%), e o chester (+18,3%). Dos 26 itens que compõem a lista dos produtos mais procurados para a ceia, apenas dois ficaram mais baratos: panetone de frutas cristalizadas (-2,1%) e molho de tomate (-2%).
A informação é confirmada pelo Procon, que em sua pesquisa destaca que a maioria dos produtos sofreram reajustes. Para o consumidor, a dica é que também faça sua pesquisa de preços para esses e outros produtos da lista.