Laurez participa da celebração da Padroeira do Tocantins em Natividade e afirma que construirá uma nova página na história do Estado

Laurez participa da celebração da Padroeira do Tocantins em Natividade e afirma que construirá uma nova página na história do Estado
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 9 de setembro de 2025 12

O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira, esteve neste domingo, 8, em Natividade, onde participou da missa solene em honra a Nossa Senhora da Natividade, padroeira do Estado. A celebração, que reuniu fiéis, autoridades e lideranças locais, reforçou a importância religiosa, histórica e cultural do município, considerado berço da formação tocantinense.

Laurez foi recebido pelo prefeito Thiago Cerqueira, por lideranças políticas da região e pela comunidade nativitana. Também o acompanharam o chefe de gabinete, Ailton Araújo, o senador Irajá, o deputado estadual Gutierres Torquato e os vereadores de Gurupi, Pedro Morais e André Caixeta.

Fé e identidade histórica

Em seu discurso, o governador em exercício destacou a emoção de iniciar seus compromissos oficiais em Natividade.

“É um prazer enorme estar aqui. Essa é uma das primeiras viagens que faço como governador do Tocantins, e não poderia ser em outro lugar senão Natividade. Foi aqui, no século XVIII, que começou a nascer a história do Tocantins. Estar nos primeiros dias do meu governo nesta cidade, recebendo a bênção dos padres, é algo muito especial para mim e para a nossa caminhada”, afirmou.

Laurez reforçou o vínculo da cidade com a identidade do Estado, lembrando que Natividade é referência cultural e religiosa para os tocantinenses.

Compromisso com a comunidade

Com tom confiante, Laurez reafirmou sua ligação com a fé católica e o compromisso de diálogo com a Igreja e com a população.

“Sou de família católica e tenho muito orgulho disso. Natividade é orgulho para todos os tocantinenses. Quero reafirmar: estarei à disposição, inclusive da Igreja, como parceiro em todas as ações, porque sei o quanto ela é fundamental na vida das pessoas. O Tocantins precisa de fé e de Deus no coração”, disse.

Gestão e transparência

O governador também abordou o momento político vivido pelo Estado, em razão do afastamento do governador titular. Ele reconheceu as dificuldades, mas assegurou que sua condução será marcada pelo respeito ao cidadão e pela responsabilidade na gestão pública.

“É claro que eu lamento assumir o governo da forma como aconteceu, com o afastamento do governador. Isso entristece, porque muitas vezes o Tocantins é lembrado como um lugar em que os governantes não respeitam o dinheiro público. Mas eu digo a vocês: eu não vou envergonhar o Tocantins. Vou fazer uma gestão correta, respeitando as pessoas e cuidando do que é mais importante para a vida de cada cidadão.”

Reconhecimento e esperança

Laurez agradeceu a acolhida das lideranças religiosas e políticas presentes. Ele citou a influência da fé em sua trajetória pessoal e ressaltou a importância do apoio da população neste momento de transição.

“Minha mãe nunca deixou de rezar o terço, minha esposa, doutora Ângela, também é uma mulher de fé. Tenho certeza de que é por isso que Deus tem me protegido e me dado forças. Quero agradecer a Dom Moreira, aos padres, ao prefeito Thiago e a todos os que contribuem com a cidade da padroeira do Tocantins.”

Encerrando sua fala, deixou uma mensagem de otimismo:

“O Tocantins é o único estado brasileiro que tem Nossa Senhora da Natividade como padroeira. E eu tenho certeza de que, com a proteção dela, vamos escrever uma nova página na história do nosso Estado. Que Deus nos abençoe e que Nossa Senhora da Natividade continue cuidando de todos nós.”

Contexto

A celebração em Natividade reforça a tradição da cidade como espaço de referência histórica e religiosa no Tocantins. Fundada no século XVIII, a cidade guarda patrimônios culturais e religiosos que marcam a identidade tocantinense. A participação de Laurez na solenidade, logo no início de sua gestão, demonstra a intenção de vincular sua administração à valorização da fé, da cultura e da memória coletiva do povo do Estado.

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