Pesquisa Lucro Ativo aponta 73% de aprovação do governo do Tocantins e antecipa cenário de 2026

Pesquisa Lucro Ativo aponta 73% de aprovação do governo do Tocantins e antecipa cenário de 2026
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 2 de fevereiro de 2026 38

A primeira pesquisa eleitoral registrada para o ciclo de 2026 no Tocantins indicou um patamar elevado de aprovação do governo estadual e apresentou um panorama inicial da disputa eleitoral prevista para o próximo ano. O levantamento foi realizado pelo Instituto Lucro Ativo entre os dias 23 e 27 de janeiro, com 1.600 entrevistas presenciais em municípios distribuídos por todas as regiões do estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

De acordo com os dados, 73% dos entrevistados afirmaram aprovar o governo do Tocantins. Outros 19,19% disseram desaprovar a gestão, enquanto 7,81% não responderam. O resultado se manteve estável quando a pesquisa utilizou uma escala de avaliação. Nessa abordagem, 39,06% classificaram o governo como “ótimo” e 25,75% como “bom”, totalizando 64,81%. As avaliações “ruim” e “péssima” somaram 19,19%, índice idêntico ao registrado na pergunta direta de desaprovação.

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A atuação pessoal do governador também foi avaliada pelos entrevistados. Segundo o levantamento, 44,56% consideraram o desempenho “ótimo” e 19,44% “bom”. Já 12,75% classificaram como “ruim” e 7,69% como “péssimo”, enquanto 15,56% optaram pela resposta “regular”. Quando questionados sobre confiança, 71,06% afirmaram confiar no governador, ao passo que 19,5% declararam não confiar.

No campo eleitoral, a pesquisa testou cenários para o governo do estado. Na intenção de voto espontânea, quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes, a senadora Professora Dorinha liderou com 36,31%. Eduardo Gomes apareceu com 12,94%, seguido por Ronaldo Dimas, com 12,25%. O governador Wanderlei Barbosa registrou 8,44%. O percentual de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder foi de 8,5%.

Nos cenários estimulados, Dorinha ampliou a vantagem. Em um dos quadros testados, a senadora alcançou 48,44% das intenções de voto, enquanto Laurez Moreira obteve 18,75% e Ataídes Oliveira, 8,88%. Em outro cenário, Dorinha chegou a 57,19%, mantendo distância expressiva dos demais nomes apresentados.

A pesquisa também aferiu rejeição. Laurez Moreira liderou o índice de rejeição para o governo, com 44,38% dos entrevistados afirmando que não votariam nele em nenhuma hipótese. Mauro Carlesse registrou 26,75%. Dorinha apresentou rejeição de 10,88%.

Na disputa ao Senado, a intenção de voto espontânea mostrou maior equilíbrio. Wanderlei Barbosa obteve 22%, Eduardo Gomes 20,31% e Carlos Gaguim 17,44%. Dorinha registrou 11,38%, e Irajá, 6,44%. Em um dos cenários estimulados, Eduardo Gomes apareceu com 37,13%, seguido por Gaguim, com 28,25%, e Irajá, com 20%.

O perfil da amostra indicou maioria feminina (51,75%) e concentração de eleitores entre 35 e 59 anos. A maior parte dos entrevistados declarou renda familiar de até um salário mínimo. A região Central concentrou o maior número de entrevistas, seguida pelas regiões Norte e Sul.

Pesquisas realizadas no início do ciclo eleitoral costumam funcionar como termômetro inicial da opinião pública. Embora não definam resultados, os dados ajudam a mapear níveis de aprovação, reconhecimento de nomes e possíveis limites eleitorais dos pré-candidatos.

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