2026 acelera: Castro articula saída no Rio, Zema se despede de Minas e Lula empurra Alckmin para o Senado em SP

2026 acelera: Castro articula saída no Rio, Zema se despede de Minas e Lula empurra Alckmin para o Senado em SP
Agência EBC
RicardoPor Ricardo 21 de março de 2026 4

A corrida de 2026 ganhou ritmo de campanha antecipada com movimentos simultâneos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo. No Rio, o governador Cláudio Castro disse a aliados que pretende deixar o cargo na segunda-feira, 23 de março, antes da retomada do julgamento no TSE, marcada para 24 de março. A estratégia busca evitar uma cassação com perda imediata do mandato e manter vivo o plano de disputar o Senado, embora a renúncia não impeça uma eventual declaração de inelegibilidade pela Corte.

Em Minas Gerais, o movimento já está no relógio. O governador Romeu Zema marcou para domingo, 22 de março, a transmissão de cargo ao vice, Mateus Simões, em cerimônia prevista para o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Pré-candidato à Presidência da República, Zema deixa o governo antes do prazo final de desincompatibilização para ganhar tempo de estrada, ampliar presença nacional e transformar Minas em plataforma da sua campanha.

No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu publicamente uma nova equação em São Paulo. Durante o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, em 19 de março, Lula afirmou que ficaria feliz em repetir a chapa com Geraldo Alckmin como vice, mas pediu que ele avalie uma candidatura ao Senado por São Paulo, numa tentativa de fortalecer ainda mais o palanque governista no maior colégio eleitoral do país. No dia seguinte, Haddad reagiu dizendo considerar “natural” a permanência de Alckmin na vice, sinalizando que a decisão segue em aberto.

O pano de fundo dessa reorganização é a montagem antecipada dos palanques estaduais e nacionais. Em São Paulo, Haddad já foi oficialmente lançado para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, num movimento visto como central para a estratégia de reeleição de Lula. Com isso, a definição sobre o destino de Alckmin passou a ter peso ainda maior dentro da engenharia eleitoral do Planalto.

Na prática, os três movimentos expõem a mesma realidade: a eleição de 2026 deixou de ser especulação de bastidor e passou a produzir efeitos concretos no poder. Castro tenta sair antes que o TSE defina seu futuro, Zema abandona o governo para nacionalizar de vez sua candidatura, e Lula redesenha seu tabuleiro em São Paulo com Alckmin entre a vice e o Senado. O calendário oficial ainda nem abriu, mas o jogo político já começou pesado.

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