Jantar em Brasília reúne Wanderlei Barbosa, Professora Dorinha, Carlos Gaguim, Karynne Sotero e prefeitos e sinaliza chapa majoritária definida no Tocantins

Jantar em Brasília reúne Wanderlei Barbosa, Professora Dorinha, Carlos Gaguim, Karynne Sotero e prefeitos e sinaliza chapa majoritária definida no Tocantins
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 24 de março de 2026 6
O jantar político realizado em Brasília entre o governador Wanderlei Barbosa, a senadora Professora Dorinha, o deputado federal Carlos Gaguim, a primeira-dama Karynne Sotero e lideranças municipais não foi apenas um encontro institucional. A imagem expõe um bloco político com densidade eleitoral comprovada nas principais cidades e regiões do Tocantins, fator decisivo para qualquer composição majoritária.

Os dados das eleições mostram que o grupo possui capilaridade real no estado. Wanderlei Barbosa foi reeleito com 481.496 votos, com desempenho distribuído nas maiores cidades e no interior. Em Palmas, maior colégio eleitoral, obteve cerca de 95 mil votos. Em Araguaína, ultrapassou 60 mil votos, consolidando força no norte. No sul, em Gurupi, somou aproximadamente 35 mil votos, enquanto em Porto Nacional alcançou mais de 28 mil votos.

No Vale do Araguaia, em Paraíso do Tocantins, teve cerca de 22 mil votos, e em Colinas do Tocantins aproximadamente 18 mil votos, reforçando presença estratégica no centro-norte do estado. Já no Bico do Papagaio, em cidades como Araguatins e Tocantinópolis, manteve votação relevante, com cerca de 12 mil e 10 mil votos, respectivamente.

A senadora Professora Dorinha, eleita com 395.408 votos, também demonstra forte presença regional. Em Palmas, superou 75 mil votos. Em Araguaína, ficou na faixa de 40 mil votos, enquanto em Gurupi atingiu cerca de 28 mil votos. Em Porto Nacional, ultrapassou 20 mil votos.

No interior, Dorinha também mantém capilaridade. Em Paraíso do Tocantins, teve cerca de 18 mil votos, e em Colinas do Tocantins aproximadamente 15 mil votos. No Bico do Papagaio, somou cerca de 9 mil votos em Araguatins e 8 mil em Tocantinópolis.

O deputado Carlos Gaguim, com 52.203 votos, reforça o grupo com base regional consistente. Em Palmas, teve cerca de 8 mil votos, enquanto em Porto Nacional chegou a aproximadamente 6 mil votos. Em Gurupi, somou cerca de 5 mil votos, e em Paraíso do Tocantins aproximadamente 4 mil votos. Em Colinas do Tocantins, alcançou cerca de 3 mil votos.

Já Amélio, nome citado em bastidores políticos, apresenta densidade eleitoral concentrada no Bico do Papagaio. Em Araguatins, obteve cerca de 6 mil votos. Em Augustinópolis, aproximadamente 5 mil votos, e em Tocantinópolis, cerca de 4 mil votos.

Fora dessa região, sua presença ainda é limitada. Em cidades estratégicas como Palmas, Araguaína, Gurupi e Colinas do Tocantins, não apresenta densidade eleitoral significativa, o que evidencia um desafio de expansão política estadual.

Quando se analisa o mapa por regiões, o cenário fica claro. O grupo liderado por Wanderlei Barbosa e Professora Dorinha domina o centro, tem forte presença no norte, mantém equilíbrio no Vale do Araguaia, desempenho consolidado no sul e presença relevante no Bico do Papagaio. Já Amélio concentra sua força em uma única região.

Somados, Wanderlei, Dorinha e Gaguim ultrapassam 929 mil votos distribuídos nas principais cidades e regiões do Tocantins, além de contarem com apoio de prefeitos e vereadores em praticamente todos os municípios.

A leitura política é direta. Há um grupo com capilaridade estadual, presença nas maiores cidades e força no interior, incluindo Colinas do Tocantins, e outro ainda restrito a uma base regional.

No Tocantins, eleições são decididas na soma das regiões, não na concentração de votos. E é exatamente isso que o jantar em Brasília deixou evidente.

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