Com configuração inédita no Tocantins, federação PRD/SD mira renovação da Aleto e monta chapa com força para eleger até 3 deputados estaduais

Base municipal, presença regional e sete vereadores dão musculatura a uma das chapas mais competitivas da disputa proporcional no Tocantins
A federação formada por PRD presidida por Walter Viana e Dian Carlos preside o Solidariedade entra no tabuleiro de 2026 com uma das articulações proporcionais mais comentadas do momento no Tocantins. A estratégia é clara: montar uma chapa com perfil de renovação, presença em várias regiões do estado, capilaridade municipal e nomes com densidade política suficiente para brigar de forma real por vagas na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto). O movimento ganhou força após o lançamento da chapinha proporcional e passou a ser tratado nos bastidores como uma composição com potencial para eleger até três deputados estaduais.
O diferencial dessa configuração está justamente no formato. Em vez de depender apenas de puxadores isolados, a federação aposta em uma nominata espalhada por polos estratégicos como Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Gurupi, Paranã, Sítio Novo, Lavandeira e Bico do Papagaio, combinando vereadores, ex-prefeitos, lideranças locais e nomes em ascensão. Nas articulações divulgadas até aqui, o PRD/SD tem sustentado o discurso de que quer disputar a eleição com competitividade de verdade, apostando em base, estrutura e presença territorial.
A leitura política é de que a federação tenta ocupar um espaço que há muito tempo desperta interesse no Tocantins: o da chapa proporcional equilibrada, sem excesso de concentração em uma única região e com nomes capazes de somar voto em várias frentes. Esse desenho fortalece o discurso de renovação da Aleto, mas com lastro político e experiência prática. É justamente aí que o grupo tenta se diferenciar: vender ao eleitor uma imagem de novidade sem abrir mão de nomes que já conhecem a dinâmica do mandato, da gestão pública e da articulação regional.
Outro ponto que pesa a favor da federação é a força de sua base municipal. A própria montagem apresentada nas articulações partidárias destaca o peso de vereadores e lideranças com atuação direta em suas cidades. Isso ajuda a explicar por que o grupo passou a ser visto como uma chapa competitiva: há um entendimento de que a força local, somada de forma organizada, pode virar bancada. Em uma eleição proporcional, esse tipo de engenharia costuma fazer diferença, principalmente quando há equilíbrio entre capital, interior e regiões de maior densidade eleitoral.
No caso de Terciliano Gomes, a movimentação reforça ainda mais esse cenário. Ele reassumiu o mandato de vereador em Araguaína no início de abril, após deixar cargo na gestão municipal, e a troca foi lida no meio político como passo direto para o ciclo eleitoral de 2026. Em Araguaína, uma das principais praças eleitorais do estado, sua presença amplia o peso da federação e ajuda a consolidar a imagem de uma chapa com musculatura para disputar espaço na Aleto.
Na configuração atual informada à reportagem, a nominata PRD/SD reúne: Silvaney Rabelo, de Porto Nacional; Walter Viana, de Palmas presidente do PRD; Wilson Carvalho, de Araguaína; Dian Carlos, de Palmas de Solidariedade ambos presidentes; Marcos Duarte, de Araguaína; Terciliano Gomes, de Araguaína; Otoniel Andrade, de Porto Nacional; Gleydson Nato, de Gurupi; Delegado Bruno, de Palmas; Dra. Ângela da Facit, de Araguaína; Cesinha, ex-prefeito de Lavandeira; Manoel Queiroz, do Bico do Papagaio; Vitão da Sport Rodas, de Palmas; Dr. Zé Viana/Fabrício Viana, de Paranã; Marco Aurélio, de Sítio Novo; e Charleide Matos.Virgílio Azevedo de Paraíso do Tocantins.
O peso dessa chapa não está apenas nos nomes individualmente, mas no que ela representa como construção política. O grupo trabalha com a narrativa de que nunca se montou uma composição assim, reunindo sete vereadores e várias lideranças regionais em uma mesma engenharia proporcional. Esse argumento ajuda a sustentar o discurso de competitividade e reforça a ideia de que o PRD/SD não entra na disputa apenas para compor, mas para buscar espaço efetivo no Parlamento estadual.
Para o Diário Tocantinense, o recado político é direto: a federação PRD/SD decidiu entrar em 2026 com ambição, organização e senso de oportunidade. Num cenário em que a disputa proporcional tende a ficar pulverizada, uma chapa com presença regional, nomes competitivos e base municipal ativa pode surpreender e se transformar em uma das forças da eleição para a Aleto. Se mantiver unidade interna, ampliar sua capilaridade e converter articulação em voto, o grupo tem caminho aberto para sair da condição de aposta e entrar definitivamente no bloco das chapas mais fortes do Tocantins.
Nos bastidores, o movimento da federação já começa a avançar além da disputa para deputado estadual e federal. O presidente da federação Marco Rocha Silva Junior, discutindo espaço de suplência de senador, sinalizando que o projeto político do grupo pode ganhar alcance ainda maior no tabuleiro de 2026.