5 fatores que colocam Goiânia no radar da expansão do varejo no Brasil
A expansão do varejo em Goiânia entra no centro do debate nacional a partir de um movimento que já aparece nos dados e na agenda de grandes empresas. No próximo dia 7 de maio, a capital recebe executivos e investidores para discutir o avanço do setor fora do eixo Rio-São Paulo, em um encontro promovido pela BP Real Estate Pro.
O evento reúne nomes ligados à Smart Fit, Bacio di Latte, Grupo Saga e IPM Educação, conectando o mercado local a uma discussão mais ampla sobre expansão territorial, comportamento de consumo e novos formatos comerciais.
A pauta ocorre em um momento de continuidade do crescimento do setor. Os shopping centers brasileiros encerraram 2025 com faturamento de R$ 200,9 bilhões, segundo a Abrasce. Já o IBGE registrou alta de 1,6% no varejo em 2025, com novos avanços em janeiro (+0,4%) e fevereiro (+0,6%) de 2026.
Esse cenário ajuda a explicar por que cidades fora do eixo tradicional passam a ser observadas com maior atenção por empresas em expansão.
1. Interiorização do varejo ganha força
A discussão sobre expansão fora de grandes centros se intensifica à medida que marcas buscam novas praças de crescimento. O Centro-Oeste aparece nesse contexto como uma região com espaço para implantação de novos ativos comerciais.
2. Goiânia passa a integrar estratégia de grandes marcas
A presença de executivos de grandes empresas no evento reforça o papel da capital como ponto de interesse para expansão. Entre os participantes estão Itamar Hercolano Junior, da Smart Fit, e Nick Johnston, cofundador da Bacio di Latte.
3. Open malls e power centers avançam
A BP Real Estate Pro atua na estruturação de open malls, street malls e power centers, formatos que passam a ganhar espaço na ocupação comercial urbana. Entre os projetos citados estão BP Lev Open Mall, Mall T-63 e Mall Jataí, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2026.
4. Mudança no comportamento do consumidor
Os novos formatos comerciais se conectam a uma demanda por serviços mais próximos da rotina urbana. Operações como academias, clínicas, bancos e alimentação aparecem como âncoras desses modelos.
5. Centro-Oeste entra no radar do mercado
Para o sócio-fundador da BP Real Estate Pro, Marcos Blanche, o movimento já representa uma mudança estrutural no setor.
“O que a gente observa hoje é uma mudança concreta no mapa do varejo brasileiro. O Centro-Oeste passou a concentrar fatores que o mercado valoriza”, afirma.
A expectativa do evento é reunir cerca de 80 convidados, entre investidores, lojistas e executivos do mercado imobiliário comercial.
Open malls crescem no Brasil e reforçam mudança no varejo físico
A expansão de open malls e power centers acompanha uma reconfiguração do varejo físico no país. Com menor custo relativo de ocupação e maior adaptação à dinâmica urbana, esses formatos passam a disputar espaço com modelos tradicionais.
O crescimento desses empreendimentos ocorre em paralelo à manutenção da relevância dos shopping centers, que seguem movimentando bilhões e ampliando sua presença no território nacional.
Nesse cenário, regiões fora do eixo Rio-São Paulo passam a integrar a estratégia de expansão de marcas e investidores, consolidando um novo mapa do varejo brasileiro.