Amélio Cayres sobe o tom sobre MP do Governo, critica republicação de ato e é questionado sobre período em que era governista
O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, protagonizou um dos momentos mais tensos da sessão ao comentar a Medida Provisória enviada pelo Governo do Estado que trata de reajustes e questões administrativas envolvendo servidores públicos.
A discussão ganhou força após questionamentos sobre a republicação de uma OMP no Diário Oficial, situação que provocou embate jurídico e político dentro da Assembleia.
Durante o discurso, Amélio criticou duramente a condução do caso e afirmou que a situação não poderia ser tratada como algo normal.
“Eu não quero crer que os procuradores da Casa e do Estado não saibam o que é uma OMP repetida. Agora pegar o mesmo Diário Oficial que publicou e publicar uma reedição da OMP? Isso aí é atalho moral. Não existe”, declarou.
Em meio ao debate, uma fala no plenário chamou atenção ao questionar se, quando Amélio fazia parte da base governista, ele teria adotado a mesma postura diante de matérias enviadas pelo Executivo.
A provocação gerou reação imediata e aumentou o clima de tensão na sessão. Ao responder, o presidente da Assembleia admitiu, de forma indireta, a diferença no cenário político atual. “Porque sempre que o Executivo manda uma matéria para a Assembleia e o presidente da Assembleia tem maioria, ninguém vê isso aqui. Nós nunca vemos isso”, afirmou.
A declaração repercutiu entre parlamentares e nos bastidores políticos, principalmente por acontecer em meio às articulações para as eleições de 2026 e ao novo posicionamento político de Amélio dentro do cenário estadual.
A MP debatida envolve pagamentos, reajustes e impactos administrativos para o Estado, tema que mobilizou deputados, servidores e integrantes do governo ao longo da sessão.
O espaço segue aberto para posicionamento do Governo do Tocantins sobre as declarações feitas durante o debate.