PF mira contrabando de cigarros eletrônicos no Tocantins e prende investigado em operação contra vapes
Operação POD 2 – Carcinogenic cumpriu mandados em Palmas e Tucumã, no Pará; investigação apura contrabando, comércio ilegal de cigarros eletrônicos e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 3 de junho, a Operação POD 2 – Carcinogenic, com o objetivo de combater o crime de contrabando de cigarros eletrônicos e esclarecer as circunstâncias do comércio ilegal desse tipo de produto no Tocantins. A ação também investiga possível crime de lavagem de dinheiro.
As informações foram encaminhadas pela Comunicação Social da Polícia Federal no Tocantins ao Diário Tocantinense.
Durante a operação, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas e cumpridas nos municípios de Palmas, no Tocantins, e Tucumã, no Pará.
Segundo a Polícia Federal, a investigação mira a comercialização de cigarros eletrônicos, também conhecidos como vapes ou pods. No Brasil, a fabricação, importação, comercialização, distribuição e propaganda de qualquer tipo de cigarro eletrônico são proibidas.
A proibição é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, e está em vigor desde 2009. Mesmo assim, os produtos continuam sendo vendidos de forma clandestina em várias regiões do país, inclusive por meio de redes sociais, entregas informais e pontos comerciais não autorizados.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder pelo crime de contrabando. A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.
O nome da operação, Carcinogenic, faz referência a um dos efeitos nocivos associados ao produto. A Polícia Federal alerta que, em razão da ausência de fiscalização na produção e na origem dos cigarros eletrônicos, esses dispositivos representam grave risco à saúde dos usuários.
Além do contrabando, a investigação busca esclarecer se os valores movimentados com a venda ilegal dos produtos foram usados em práticas de lavagem de dinheiro. Esse tipo de apuração costuma verificar a origem, o destino e a tentativa de ocultação de recursos obtidos com atividade ilícita.
A operação reforça o cerco das autoridades contra o comércio ilegal de cigarros eletrônicos no Tocantins. Apesar da aparência moderna e da forte circulação entre jovens e adultos, os dispositivos são proibidos no país e não podem ser vendidos, importados, distribuídos ou anunciados.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam.