EDITORIAL: Dorinha, do União Brasil, tem força no Estado
A política tocantinense vive uma fase de reorganização. Grupos se movimentam, lideranças observam o cenário, partidos calculam espaços e nomes começam a ser testados para o próximo ciclo eleitoral. Nesse ambiente, a senadora Professora Dorinha, do União Brasil, aparece como uma das figuras mais consistentes do tabuleiro.
Não se trata apenas de estar bem posicionada em pesquisas. Trata-se de ter construído, ao longo dos anos, uma presença política que atravessa o Tocantins de norte a sul. Dorinha tem mandato, tem história, tem relação com municípios e tem um ativo que pesa muito em qualquer disputa majoritária: voto já comprovado na urna.
Em 2022, quando foi eleita senadora pelo União Brasil, Dorinha recebeu 395.408 votos, o equivalente a 50,42% dos votos válidos. Foi uma votação expressiva, espalhada pelo Estado e com vitória em 109 dos 139 municípios tocantinenses. Esse dado não pode ser ignorado em nenhuma leitura séria sobre 2026.
A força dela apareceu nas grandes cidades, nas cidades médias e também no interior profundo. Em Palmas, Dorinha recebeu 72.268 votos. Em Araguaína, foram 30.584. Em Porto Nacional, 17.530. Em Gurupi, 16.861. Em Paraíso do Tocantins, 12.367. Em Colinas do Tocantins, 8.938. Em Guaraí, 6.397. Em Tocantinópolis, 5.436.
Esses números mostram que Dorinha não depende de uma única região. Ela tem voto na Capital, no norte, no sul, na região central, no Bico, no Vale do Araguaia e em cidades estratégicas para qualquer projeto estadual. Esse mapa eleitoral é um patrimônio político importante.
As pesquisas mais recentes também reforçam esse momento. Levantamentos divulgados em 2026 colocaram Dorinha na liderança da disputa pelo Governo do Tocantins em cenários estimulados. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em junho, por exemplo, ela apareceu com 33% em um cenário e 35% em outro. Também apareceu à frente nas simulações de segundo turno.
Mas pesquisa, por mais favorável que seja, não substitui caminhada.
Ela indica ambiente, mede percepção e aponta tendência. Porém, eleição se decide com presença, organização, discurso, grupo e povo. E é aí que Dorinha precisa transformar sua força política em representação ainda mais clara.
Dorinha não pode ser vista apenas como uma senadora bem avaliada ou como um nome competitivo nas pesquisas. Precisa ser percebida como alguém capaz de representar o Tocantins no Palácio, nas bases e na vida cotidiana da população.
Com mandato ou sem mandato, liderança política precisa ocupar espaço.
No Palácio, precisa representar equilíbrio, diálogo e capacidade de decisão.
Nos municípios, precisa representar parceria.
Nas bases, precisa representar pertencimento.
No povo, precisa representar confiança.
E na política, precisa representar um projeto com direção.
A votação de 2022 mostra que Dorinha já conversou com o eleitorado de norte a sul. Mas uma disputa pelo Governo é diferente de uma disputa pelo Senado. A eleição majoritária estadual exige que o eleitor enxergue não apenas a parlamentar, mas a possível gestora. Não apenas a liderança de Brasília, mas a liderança capaz de estar perto da cidade, do bairro, da comunidade, da escola, do hospital, da estrada e da demanda diária.
É por isso que o momento pede mais do que bastidor.
Prefeitos, deputados, vereadores e mandatários atuais têm papel relevante em qualquer construção política. Mas o voto não está apenas com quem tem cargo. O voto está também com ex-prefeitos, ex-vereadores, suplentes, líderes comunitários, presidentes de associações, lideranças religiosas, produtores rurais, comerciantes, professores, servidores e moradores que ajudam a formar opinião em cada cidade.
Uma campanha de Governo é grande, mas nasce no detalhe.
Nas oito maiores cidades, nas pequenas comunidades, nos bairros mais distantes, nos povoados e nas conversas simples, o eleitor quer saber quem representa seus interesses. Quer saber quem conhece o Tocantins real. Quer saber quem consegue ouvir antes de prometer. Quer saber quem tem condição de transformar força política em presença prática.
Dorinha tem vantagem nesse ponto porque já possui uma base espalhada e uma trajetória conhecida. Mas precisa fazer essa presença ser sentida com mais intensidade. O povo precisa ver movimento. Precisa ver aliados assumindo posição. Precisa ver o projeto ocupando as ruas, não apenas as reuniões.
O desafio não é apenas manter bons números. É ampliar sentimento.
O voto que Dorinha teve em 2022 precisa ser compreendido como ponto de partida, não como chegada. A liderança nas pesquisas precisa servir como estímulo para organização, não como acomodação. E a força nos municípios precisa virar escuta permanente, presença regional e construção popular.
O Tocantins é um Estado onde a política ainda passa pelo contato direto. O eleitor valoriza quem aparece, quem conversa, quem retorna, quem cumpre agenda e quem respeita a liderança local. Nesse ambiente, o projeto de Dorinha precisa ser visto como uma construção ampla, capaz de envolver mandatários, ex-mandatários, suplentes e lideranças que carregam voto e legitimidade.
O carro precisa andar.
Mas precisa andar com equilíbrio, com estratégia e com povo. Não basta ter apoio no bastidor. É preciso ter presença no front. Não basta ter força institucional. É preciso transformar essa força em sentimento popular.
Dorinha, do União Brasil, chega alinhada, fortalecida e competitiva. Tem partido, tem votos, tem pesquisas, tem história e tem espaço para crescer ainda mais. Agora, o desafio é fazer essa força circular por todo o Estado com mais intensidade.
Porque, no fim, mandato ajuda, estrutura fortalece e pesquisa anima. Mas é a presença verdadeira junto à população que transforma liderança em caminho de poder.
E Dorinha tem todas as condições de fazer esse caminho avançar.