Governadora de Pernambuco rejeita possível intervenção dos EUA no Brasil e defende soberania nacional
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que é contrária a qualquer tipo de intervenção dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil. A declaração foi dada ao comentar a possibilidade de uma atuação norte-americana no combate ao crime organizado no país.
Segundo Raquel Lyra, o Brasil deve preservar sua soberania e enfrentar os desafios da segurança pública com suas próprias instituições, embora reconheça que a cooperação internacional pode ocorrer em outras áreas. “Sou contra qualquer intervenção de um agente externo na soberania brasileira. Se os Estados Unidos quiserem ajudar o Brasil, tenho certeza de que o presidente Lula vai querer. Quer dar dinheiro para ajudar no combate à segurança pública e à violência, tudo bem. Mas intervenção na nossa soberania, não”, afirmou a governadora.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem medidas contra facções criminosas brasileiras, incluindo a classificação desses grupos como organizações terroristas, hipótese que gerou discussões sobre eventuais reflexos na atuação do governo norte-americano.
Raquel Lyra destacou que o combate ao crime organizado deve ser fortalecido por meio de investimentos em inteligência, integração das forças de segurança, controle das fronteiras e repasses permanentes de recursos da União para os estados.
A governadora também defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), afirmando que os estados concentram a maior parte das responsabilidades no enfrentamento da criminalidade e precisam de apoio financeiro contínuo do governo federal.
Pré-candidata à reeleição em Pernambuco, Raquel Lyra ressaltou que o enfrentamento da violência deve respeitar a Constituição e a autonomia das instituições brasileiras, reforçando que a soberania nacional não deve ser objeto de intervenção estrangeira.