Dorinha amplia articulação por UnirG em Colinas e movimento mira agenda no STF
Após mobilização popular e audiência pública, lideranças políticas buscam fortalecer estratégia institucional em defesa da universidade; reunião na Suprema Corte ainda aguarda confirmação oficial
A mobilização em defesa da implantação definitiva da UnirG em Colinas do Tocantins entrou em uma nova fase. Depois da caminhada e da audiência pública que reuniram moradores, estudantes, prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região, o movimento concentra esforços na construção de uma estratégia institucional para levar o tema ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A expectativa é que uma nova agenda em Brasília seja articulada nas próximas semanas para discutir a situação jurídica da universidade e buscar segurança institucional para o funcionamento do campus em Colinas. Até o fechamento desta edição, porém, não havia confirmação oficial sobre a data da viagem, a composição definitiva da comitiva nem sobre qual ministro da Corte poderá receber os representantes do Tocantins.
A defesa da UnirG reúne parlamentares de diferentes esferas. Participam das articulações a senadora Professora Dorinha Seabra, o senador Eduardo Gomes, o deputado estadual Eduardo do Dertins e o deputado federal Sandoval Cardoso, além de prefeitos e representantes da comunidade acadêmica.
A mobilização ganhou força no início de julho, quando centenas de pessoas participaram de uma caminhada pelas ruas de Colinas e de uma audiência pública que reforçou o apoio regional à permanência da instituição no município. O ato reuniu lideranças políticas, estudantes e representantes da sociedade civil em defesa da continuidade do projeto educacional.
Estratégia busca segurança jurídica
Nos bastidores, o objetivo da articulação é construir uma solução jurídica que ofereça estabilidade para o funcionamento da universidade e reduza as incertezas sobre o futuro da unidade em Colinas.
A senadora Professora Dorinha já participou anteriormente de agendas no STF relacionadas à segurança jurídica das instituições municipais de ensino superior, experiência que passou a ser considerada um dos trunfos da nova articulação política.
Apesar da expectativa criada após a audiência pública, integrantes do movimento evitam antecipar detalhes das tratativas. Segundo interlocutores, qualquer reunião com ministros da Suprema Corte depende da disponibilidade da agenda institucional do tribunal e da confirmação oficial do gabinete responsável.
O momento também coincide com o recesso forense do STF. Durante julho, os prazos processuais ficam suspensos e parte das atividades da Corte funciona em regime especial, embora ministros designados permaneçam em atuação durante o plantão judicial.
Enquanto aguardam a definição da agenda em Brasília, lideranças políticas afirmam que o trabalho continuará sendo realizado junto aos órgãos competentes para demonstrar a importância regional da universidade. Defensores da iniciativa argumentam que a presença da UnirG em Colinas amplia o acesso ao ensino superior, fortalece a economia local e reduz o deslocamento de estudantes para outros municípios.
A expectativa dos participantes da mobilização é que a união entre comunidade, prefeitos e parlamentares fortaleça a busca por uma solução definitiva para o campus. Até o momento, entretanto, a realização da audiência no STF permanece em fase de articulação e depende de confirmação oficial das autoridades envolvidas.