Tocantins respira fora do alerta, mas vírus que ataca crianças mantém a saúde em vigilância, diz InfoGripe

Tocantins respira fora do alerta, mas vírus que ataca crianças mantém a saúde em vigilância, diz InfoGripe
RicardoPor Ricardo 23 de julho de 2026 0

O Tocantins não aparece entre os estados com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco na Semana Epidemiológica 27, segundo levantamento do Diário Tocantinense com base no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz.

O cenário é mais favorável que o registrado em outras regiões do país, mas não significa ausência de casos nem fim da circulação dos vírus respiratórios. A recomendação é que os serviços de saúde continuem acompanhando as internações e os resultados laboratoriais.

No Brasil, o vírus sincicial respiratório continua provocando casos graves, principalmente entre bebês e crianças menores de dois anos. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e pneumonia nessa faixa etária e pode provocar dificuldade para respirar e necessidade de internação.

Crianças prematuras, recém-nascidos e pacientes com doenças cardíacas, pulmonares ou baixa imunidade apresentam maior risco de complicações.

Embora o InfoGripe tenha identificado redução das hospitalizações em parte do país, a circulação do VSR ainda permanece elevada. O vírus continua sendo um dos principais responsáveis pelos casos positivos de SRAG registrados em crianças pequenas.

Os sintomas iniciais podem incluir tosse, coriza, febre, chiado no peito, cansaço e redução do apetite. Os pais devem procurar atendimento médico quando a criança apresentar respiração acelerada, esforço para puxar o ar, dificuldade para mamar, sonolência excessiva ou coloração arroxeada nos lábios.

A prevenção inclui lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, higienizar brinquedos e evitar o contato de bebês com pessoas que apresentem sintomas de gripe ou resfriado.

O Tocantins está fora do nível de alerta no período analisado, mas o avanço do VSR sobre o público infantil mantém a saúde em vigilância. A situação pode mudar conforme novas notificações sejam registradas e os boletins epidemiológicos sejam atualizados.

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