“Precisamos estimular empresas que agreguem valor”: Dorinha abre sabatina no SBT e apresenta caminho para industrializar e tornar o Tocantins mais competitivo
A senadora Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao Governo do Tocantins, abriu nesta segunda-feira, 10 de agosto, a rodada de entrevistas da TV Norte SBT Tocantins com os candidatos ao Palácio Araguaia. A participação da parlamentar já estava anunciada pela emissora para a programação eleitoral deste ano. Durante a sabatina, Dorinha concentrou parte importante de suas propostas na economia e defendeu um Estado mais competitivo, capaz de oferecer segurança aos investidores, qualificar trabalhadores e transformar a força da produção tocantinense em indústria, emprego e renda.
Questionada sobre os indicadores econômicos e a cautela demonstrada pelo setor produtivo industrial em relação a novos investimentos, Dorinha apontou a segurança jurídica como uma das condições fundamentais para melhorar o ambiente de negócios no Tocantins.
Para a candidata, fatores externos, como as oscilações da economia nacional, as incertezas provocadas pelas mudanças tributárias e as variações do mercado internacional, interferem diretamente nas decisões dos empresários. Diante desse cenário, segundo ela, cabe ao Estado construir condições que transmitam estabilidade e confiança para quem pretende investir.
“O que nós, enquanto Estado, devemos fazer é tornar o Tocantins mais competitivo. Estamos no coração do Brasil, com divisa com seis estados, e precisamos trabalhar indicadores de confiança tributária, políticas públicas de incentivo e qualificação de mão de obra”, defendeu Dorinha.
A localização estratégica do Tocantins apareceu como um dos ativos apontados pela candidata para impulsionar uma nova etapa de desenvolvimento. Na avaliação apresentada durante a entrevista, não basta ampliar a produção: o Estado precisa criar condições para que uma parcela maior da riqueza produzida em território tocantinense também seja beneficiada, industrializada e comercializada a partir daqui.
É justamente nesse ponto que Dorinha defendeu uma política mais agressiva de agregação de valor à produção local.
“O Estado tem uma grande produção de grãos e um futuro enorme na mineração e em serviços. Mais do que deixar o grão sair daqui, precisamos estimular a instalação de empresas que agreguem valor, para que a nossa riqueza não seja toda vendida in natura”, afirmou.
A proposta coloca a industrialização como uma das peças para ampliar a geração de empregos e fazer com que o crescimento da produção agrícola e de outros setores tenha reflexos mais amplos na economia estadual.
Na prática, a discussão levantada pela candidata envolve fazer com que o Tocantins deixe de atuar apenas como território produtor e exportador de matérias-primas e consiga ampliar cadeias produtivas dentro do próprio Estado. Isso significa estimular empreendimentos capazes de processar, transformar e agregar valor àquilo que já é produzido pelos tocantinenses.
Mas Dorinha reconheceu que a atração de novas empresas passa também por outro desafio: encontrar trabalhadores preparados para ocupar as vagas abertas.
Durante a sabatina, ela apontou a qualificação profissional como um dos gargalos relatados por empresas interessadas em investir no Estado. A candidata defendeu a implantação de um amplo programa de formação inicial e continuada, aproximando a capacitação da população das necessidades reais do mercado de trabalho.
A pauta já vinha sendo defendida pela senadora em agendas com o setor produtivo. Em evento da Fecomércio no último dia 6, Dorinha também ressaltou a importância da parceria entre o Estado, o comércio, os serviços e instituições de formação profissional para ampliar a qualificação da mão de obra tocantinense.
Outro eixo tratado na entrevista foi a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento econômico. Dorinha citou problemas de armazenagem enfrentados pelo agronegócio, que podem deixar produtores mais vulneráveis às oscilações de preço quando não existe capacidade suficiente para guardar a produção e escolher o momento mais favorável para a comercialização.
A logística de escoamento da produção de grãos e da pecuária também entrou no debate. Para a candidata, melhorar as condições de transporte e armazenamento é essencial para aumentar a competitividade do Tocantins e reduzir dificuldades enfrentadas por quem produz.
Além da infraestrutura física, Dorinha voltou a relacionar desenvolvimento à segurança. A candidata defendeu tanto a segurança pública no campo quanto a segurança jurídica para empresas, produtores e investidores, argumentando que mudanças bruscas nas regras e nas políticas de incentivo comprometem a confiança de quem precisa tomar decisões de longo prazo.
Nesse contexto, ela defendeu maior diálogo entre o Governo do Estado e os diferentes segmentos da economia antes da adoção de medidas que possam afetar diretamente investimentos e atividades produtivas.
Ao abrir a série de entrevistas eleitorais do SBT, Dorinha buscou apresentar sua visão para um modelo econômico no qual produção agropecuária, mineração, serviços, indústria, infraestrutura e qualificação profissional funcionem de forma integrada.
A principal mensagem deixada pela candidata foi a de que o Tocantins possui vantagens naturais e geográficas, mas precisa avançar na transformação dessas potencialidades em investimentos e oportunidades dentro do próprio Estado.
A aposta apresentada por Dorinha passa por reduzir inseguranças para quem empreende, preparar mão de obra, melhorar infraestrutura e atrair empresas capazes de processar a produção tocantinense. “Mais do que deixar o grão sair daqui, precisamos estimular a instalação de empresas que agreguem valor”, reforçou.
Com a declaração, Dorinha colocou um dos principais desafios econômicos do Tocantins no centro da corrida pelo Palácio Araguaia: fazer com que a riqueza produzida no Estado não apenas atravesse suas fronteiras, mas permaneça em maior proporção na economia local na forma de indústria, negócios, empregos e renda.