Quaest/TV Anhanguera: Dorinha tem 37%, Vicentinho 28%, Laurez 7%, Ataídes 3% e Luiz Carlos 2% na disputa pelo Governo do Tocantins

Quaest/TV Anhanguera: Dorinha tem 37%, Vicentinho 28%, Laurez 7%, Ataídes 3% e Luiz Carlos 2% na disputa pelo Governo do Tocantins
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 26 de agosto de 2026 8

A primeira pesquisa Quaest contratada pela TV Anhanguera para medir a corrida pelo Governo do Tocantins nas eleições de 2026 coloca a senadora Professora Dorinha na liderança, com 37% das intenções de voto, seguida pelo deputado federal Vicentinho Júnior, com 28%. A diferença nominal entre os dois primeiros colocados é de nove pontos percentuais.

Na sequência aparecem Laurez Moreira, com 7%, Ataídes Oliveira, com 3%, e Subtenente Luiz Carlos, com 2%. Professor Witer Naves e Du Pereira não alcançaram 1% no cenário estimulado. Outros 7% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, enquanto 16% permanecem indecisos.

O cenário estimulado é aquele em que os entrevistadores apresentam aos eleitores os nomes dos candidatos antes da resposta. É nesse formato que Dorinha aparece com 37% e abre vantagem sobre Vicentinho, que registra 28%.

Considerando a margem máxima de erro informada pela pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Dorinha poderia variar aproximadamente entre 34% e 40%, enquanto Vicentinho ficaria entre 25% e 31%. A leitura, porém, deve considerar que a margem de erro é uma referência estatística da amostra e não uma projeção exata do resultado das urnas.

Quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem que os nomes sejam apresentados aos entrevistados, o cenário muda. Vicentinho Júnior aparece com 15%, enquanto Professora Dorinha registra 13%. Laurez Moreira tem 2%, outros nomes somam 1% e branco, nulo ou não pretende votar também representa 1%.

O dado que mais chama atenção na pesquisa espontânea está entre os eleitores que ainda não conseguem citar um candidato: 68% aparecem como indecisos. O percentual mostra que, apesar de a campanha já estar em andamento, a lembrança espontânea dos nomes ainda é baixa entre uma parcela expressiva do eleitorado tocantinense.

A diferença entre os dois modelos de pesquisa ocorre porque, na espontânea, o eleitor precisa lembrar sozinho o nome de seu candidato. Já na estimulada, as opções são apresentadas previamente. Por isso, os dois formatos ajudam a revelar aspectos distintos da corrida eleitoral: um mede principalmente a lembrança espontânea, enquanto o outro mostra a preferência diante da lista de candidatos.

A Quaest também perguntou aos entrevistados se a decisão de voto já está consolidada. Segundo o levantamento, 51% afirmam que o voto é definitivo, enquanto 48% dizem que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

O dado mostra que praticamente metade do eleitorado ainda admite rever a escolha. Esse grupo pode ser decisivo durante a reta final da campanha, especialmente com a intensificação de agendas pelo interior, propaganda eleitoral, debates, entrevistas, alianças e maior exposição dos candidatos.

A pesquisa também simulou possíveis confrontos de segundo turno. No cenário entre Professora Dorinha e Vicentinho Júnior, Dorinha aparece com 46% e Vicentinho com 38%. Outros 7% votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 9% ainda estão indecisos.

Nesse cenário, a vantagem nominal de Dorinha é de oito pontos percentuais. Em um eventual confronto com Laurez Moreira, Dorinha aparece com 56% contra 22%. Contra Ataídes Oliveira, a senadora registra 57% contra 19%.

Vicentinho também foi testado contra outros adversários. Diante de Laurez Moreira, aparece com 53% contra 20%. Contra Ataídes Oliveira, Vicentinho registra 54% contra 17%. Já em uma disputa entre Laurez e Ataídes, Laurez aparece com 30% e Ataídes com 25%.

Outro bloco do levantamento avaliou o grau de conhecimento dos candidatos e o potencial de voto. Professora Dorinha aparece com 50% dos entrevistados dizendo que a conhecem e votariam nela. Outros 33% afirmam conhecê-la, mas não votariam, enquanto 17% dizem não conhecer a candidata.

Vicentinho Júnior registra 43% dos eleitores afirmando que o conhecem e votariam nele. Outros 30% dizem conhecê-lo, mas não votariam, enquanto 27% afirmam não conhecer o candidato.

Laurez Moreira aparece com 19% de potencial de voto, enquanto Ataídes Oliveira e Subtenente Luiz Carlos registram 14% cada. Os números mostram que Dorinha e Vicentinho são atualmente os nomes com maior nível de conhecimento e maior potencial declarado de voto entre os candidatos testados.

A pesquisa também perguntou quais são os principais problemas enfrentados pelo Tocantins. A saúde lidera de forma isolada, citada por 41% dos entrevistados. A violência aparece com 8%, seguida pela infraestrutura, com 7%. Corrupção e economia registram 6% cada, enquanto desemprego e educação aparecem com 5% cada.

O levantamento questionou ainda o que os eleitores esperam do próximo governo. Para 41%, o futuro governador deveria mudar apenas aquilo que não está funcionando. Outros 31% defendem uma mudança total, enquanto 23% preferem a continuidade do trabalho que já vem sendo realizado. Cinco por cento não souberam responder.

A Quaest também mediu a avaliação do governo Wanderlei Barbosa. Segundo o levantamento, 61% aprovam a administração, enquanto 21% desaprovam. Outros 18% não souberam ou não responderam.

Na avaliação direta da gestão, 46% consideram o governo positivo, 37% classificam como regular e 11% avaliam negativamente. Outros 6% não souberam responder. A pesquisa mostra ainda que 51% acreditam que Wanderlei merece eleger um sucessor, enquanto 33% discordam e 16% não responderam.

O alinhamento político nacional também foi medido. Segundo a Quaest, 35% preferem que o próximo governador seja aliado do presidente Lula, enquanto 33% gostariam de um governador aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 28% preferem um chefe do Executivo estadual independente dos dois grupos.

Na leitura estatística, a pesquisa representa uma fotografia do momento em que os entrevistados foram ouvidos e não uma previsão definitiva do resultado da eleição. A margem de erro indica a variação esperada por se tratar de uma amostra do eleitorado e não de uma consulta com todos os eleitores do Estado.

Especialistas em pesquisas eleitorais também ressaltam que o nível de confiança de 95% não significa que determinado candidato tenha 95% de chance de vencer. Trata-se de um conceito estatístico ligado ao método utilizado para estimar os resultados a partir da amostra pesquisada.

A pesquisa Quaest ouviu 804 eleitores do Tocantins, com 16 anos ou mais, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. As entrevistas foram realizadas presencialmente nos domicílios dos participantes.

A margem máxima de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Centro Norte de Comunicação Ltda./TV Anhanguera e registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-02161/2026.

Os números mostram uma corrida em que Dorinha lidera o cenário estimulado por 37% a 28%, enquanto Vicentinho aparece numericamente à frente na espontânea por 15% a 13%. Ao mesmo tempo, com 48% dos eleitores admitindo que ainda podem mudar o voto, a disputa segue aberta para os movimentos das próximas semanas.

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