De 2% a 11%: explosão de Augusto Cury no Google revela força da presença digital; no Tocantins, Dorinha já aparece associada a emprego nas buscas

De 2% a 11%: explosão de Augusto Cury no Google revela força da presença digital; no Tocantins, Dorinha já aparece associada a emprego nas buscas
Crédito: Diário de Pernambuco
RicardoPor Ricardo 31 de agosto de 2026 11

A ascensão de Augusto Cury nas pesquisas presidenciais de 2026 colocou em evidência uma transformação que já vinha acontecendo silenciosamente na política brasileira. A disputa eleitoral não acontece mais apenas no palanque, na televisão, no rádio, nos programas eleitorais ou nas redes sociais. Existe uma nova arena cada vez mais importante: o Google, onde o eleitor procura espontaneamente quem é o candidato, o que ele propõe, sua trajetória, família, patrimônio, partido, alianças, posicionamentos e os temas que passaram a ser associados ao seu nome.

Augusto Cury saiu de 2% para 11% das intenções de voto no levantamento BTG/Nexus divulgado no fim de agosto. Em outro instituto, a AtlasIntel, também foi registrado crescimento expressivo no mesmo período. Os levantamentos possuem metodologias próprias e não devem ser somados ou tratados como uma única série, mas o movimento chamou atenção porque aconteceu ao mesmo tempo em que o escritor viveu uma explosão de interesse nas plataformas digitais.

Depois do debate presidencial da Band, o nome de Augusto Cury disparou nas buscas do Google, ganhou enorme circulação em cortes de vídeos e passou a receber milhões de novas interações e seguidores nas redes sociais. O candidato, que antes ocupava um espaço menor no debate eleitoral, passou a ser pesquisado por pessoas que queriam saber quem ele era, qual seu partido, quais suas propostas, sua experiência política, suas posições e o que pretendia fazer caso chegasse à Presidência.

Isso não permite afirmar que o Google tenha transformado diretamente 2% em 11%. Também seria tecnicamente incorreto dizer que determinado número de buscas se converte automaticamente em determinada quantidade de votos. Eleição possui inúmeras variáveis: exposição em debates, rejeição, estrutura partidária, propaganda, alianças, conjuntura política, propostas, desempenho do candidato, redes sociais e comportamento do eleitor.

O que o caso Augusto Cury demonstra é algo diferente e extremamente importante: atenção pública, buscas digitais, crescimento de seguidores e reconhecimento eleitoral podem crescer simultaneamente. O digital não cria sozinho uma candidatura competitiva, mas pode multiplicar a exposição de alguém que consegue despertar curiosidade.

Uma pessoa vê um candidato durante um debate. Minutos depois, abre o celular e pesquisa seu nome. Outra assiste a um corte no Instagram e vai ao Google saber mais. Uma terceira recebe um vídeo pelo WhatsApp e procura quais são as propostas daquele candidato. A partir desse momento, começa uma nova etapa da disputa: quem possui conteúdo disponível para responder à curiosidade daquele eleitor?

É exatamente aí que o jornalismo tradicional precisa compreender a lógica do ambiente digital.

Durante décadas, uma notícia possuía vida relativamente curta. O jornal impresso era comprado pela manhã e substituído pela edição seguinte. O rádio dependia do momento em que a informação estava no ar. A televisão dependia de determinado horário. A notícia era produzida, consumida e rapidamente substituída pela próxima.

Na internet isso mudou completamente.

Uma matéria publicada hoje pode continuar recebendo audiência daqui a uma semana, dois meses ou até anos depois. Um conteúdo sobre propostas de um candidato pode voltar a ganhar acessos depois de um debate, de uma pesquisa eleitoral, de uma declaração polêmica ou simplesmente porque milhares de pessoas começaram a pesquisar aquele assunto.

É por isso que o jornalismo digital não pode trabalhar apenas pensando na publicação do dia.

Uma reportagem precisa ser construída para informar no momento em que é publicada e também para continuar encontrável posteriormente.

É nesse ponto que entra o SEO.

SEO não é repetir artificialmente o nome de uma pessoa diversas vezes dentro do texto. Não é esconder palavras-chave ou tentar enganar o Google. O trabalho moderno de otimização passa por responder corretamente àquilo que as pessoas procuram.

Se existe uma busca por “propostas de Dorinha para emprego”, deve existir um conteúdo completo que responda exatamente a essa pergunta.

Se alguém procura “Vicentinho saúde”, precisa encontrar uma reportagem sobre suas propostas para a área.

Se o usuário pergunta “quem é Laurez Moreira”, uma matéria biográfica aprofundada possui potencial para responder à intenção daquela busca durante muito tempo.

A força está na organização da informação.

Título, primeiro parágrafo, contexto, dados, profundidade, atualização, fontes, imagens, termos relacionados e hiperlinks precisam conversar entre si.

Outro elemento decisivo são os chamados Brand Topics. O termo não representa um fator isolado oficialmente anunciado pelo Google, mas descreve uma estratégia de organização temática extremamente importante. Uma pessoa ou uma marca passa a funcionar como uma entidade central e, ao redor dela, são construídos diferentes assuntos relacionados.

Professora Dorinha, por exemplo, não é apenas uma candidata ao Governo do Tocantins dentro do ambiente digital.

O nome dela já carrega associações construídas durante décadas.

Dorinha está relacionada a professora, educação, Fundeb, Câmara dos Deputados, Senado, municípios, recursos federais, União Brasil e atuação parlamentar.

Em 2026, novos assuntos começam a ser incorporados a essa identidade: Governo do Tocantins, número 44, Atos Gomes, Wanderlei Barbosa, primeiro emprego, juventude, saúde, hospitais, estradas, Jalapão, infraestrutura, turismo, desenvolvimento regional e o mote “Tocantins em Primeiro Lugar”.

E um dado interno do Google Search Console do Diário Tocantinense torna essa discussão ainda mais interessante.

Segundo os dados observados pelo DT no Search Console, o nome de Professora Dorinha já começa a aparecer associado também a pesquisas relacionadas a emprego.

Isso é importante porque o Search Console é diferente de uma simples percepção de redes sociais. Ele mostra quais consultas feitas no Google estão gerando impressões e acessos às páginas de um site.

Quando começam a aparecer consultas relacionadas a Dorinha e emprego, existe um indício concreto de que os conteúdos publicados estão sendo encontrados dentro desse universo temático.

Essa associação não surgiu do nada.

Nas últimas semanas, a pauta do primeiro emprego passou a ocupar espaço na comunicação e nas reportagens relacionadas à candidatura. Dorinha apresentou compromissos envolvendo juventude, oportunidades profissionais, qualificação e entrada dos jovens no mercado de trabalho.

Quando essas informações são publicadas em páginas corretamente estruturadas, o Google passa a ter elementos para relacionar o nome da candidata ao assunto.

Uma matéria fala sobre Dorinha e primeiro emprego. Outra aborda juventude. Outra discute qualificação profissional. Uma nova reportagem apresenta geração de oportunidades nos municípios. Se essas páginas possuem hiperlinks internos entre elas, cria-se um conjunto temático.

O buscador começa a entender que existe uma relação recorrente entre “Professora Dorinha” e “emprego”.

É exatamente assim que uma entidade amplia sua área de presença digital.

Hoje pode surgir “Dorinha emprego”.

Depois, “Dorinha primeiro emprego”.

Em seguida, “propostas Dorinha para emprego”.

Também podem aparecer pesquisas como “emprego para jovens Tocantins”, “primeiro emprego Tocantins 2026” ou “propostas para juventude Tocantins”.

Não significa que Dorinha automaticamente aparecerá em primeiro lugar para todas essas buscas. O ranking depende de concorrência, qualidade, autoridade, intenção da consulta e diversos outros fatores.

Mas a construção editorial aumenta a quantidade de caminhos pelos quais aquela informação pode ser encontrada.

É por isso que o hiperlink interno se tornou tão importante.

Se uma matéria sobre primeiro emprego menciona uma proposta de Dorinha para juventude, aquela expressão pode levar a outra reportagem do próprio jornal que aprofunda o assunto.

Uma matéria sobre Jalapão pode direcionar para um conteúdo sobre estradas.

A reportagem sobre estradas pode levar ao plano de governo.

O plano de governo pode direcionar para saúde, educação, emprego e desenvolvimento regional.

O resultado é uma rede.

Em vez de existirem 100 matérias independentes sobre Dorinha, começam a existir 100 páginas que se comunicam.

Isso é muito mais poderoso para um portal.

O leitor permanece mais tempo dentro do ecossistema de conteúdo e o Google encontra caminhos mais claros entre as páginas.

O mesmo princípio precisa ser aplicado aos demais candidatos para que o trabalho jornalístico continue equilibrado.

Vicentinho Júnior possui sua própria rede de associações.

O nome dele está relacionado à Câmara dos Deputados, trajetória parlamentar, PSDB, número 45, Amélio Cayres, municípios, agronegócio, emendas, família, pai e ex-senador Vicente Alves, patrimônio e articulações políticas.

Na campanha atual, novos temas entram nessa construção: saúde regionalizada, hospitais, redução de filas, segurança, emprego, empreendedorismo, municipalismo e mudança.

Laurez Moreira também possui seu universo: ex-prefeito de Gurupi, vice-governador, PSD, administração municipal, experiência política, patrimônio, alianças e propostas para o Estado.

O Google não conhece um candidato apenas pelo que sua campanha deseja destacar.

Ele encontra tudo aquilo que existe publicamente relacionado àquela pessoa.

Por isso, quando o eleitor digita um nome, podem aparecer propostas, trajetória, pesquisas eleitorais, familiares, patrimônio, polêmicas, entrevistas, decisões judiciais, apoios e críticas.

Essa é uma das maiores diferenças entre simplesmente aparecer na internet e construir presença digital.

Quantidade de matérias não significa necessariamente autoridade.

É possível publicar dezenas de releases praticamente iguais e continuar respondendo a apenas uma intenção de busca.

Uma estratégia mais moderna produz conteúdos distintos e aprofundados.

Quem é Dorinha?

Quais são as propostas de Dorinha?

O que Dorinha propõe para emprego?

Qual é a proposta de Dorinha para a juventude?

O que Dorinha pretende fazer pelas estradas?

Qual o plano para o Jalapão?

O que propõe para saúde?

Qual o patrimônio?

Qual sua trajetória na educação?

Quem é seu vice?

Cada pergunta representa uma porta diferente no Google.

É isso que amplia a presença de uma entidade.

No Tocantins, Dorinha e Vicentinho atualmente formam o primeiro bloco de exposição política, acompanhando também a polarização apresentada nas principais pesquisas eleitorais.

Na pesquisa estimulada Quaest de agosto, Dorinha apareceu na liderança, com Vicentinho na segunda posição e Laurez mais atrás.

Quando a pergunta foi espontânea, no entanto, Vicentinho apareceu numericamente à frente de Dorinha, embora dentro de uma situação de empate técnico pela margem de erro.

Isso mostra que intenção estimulada, lembrança espontânea e presença no Google são três coisas diferentes.

A pesquisa estimulada mede a escolha quando os nomes são apresentados.

A espontânea mede qual candidato vem primeiro à memória.

O Google mede outro comportamento: aquilo que as pessoas decidem procurar.

E o Search Console oferece ainda uma quarta informação: quais dessas buscas efetivamente fizeram uma página específica aparecer para o usuário.

É por isso que o dado relacionado a Dorinha e emprego é tão valioso para uma análise de comunicação.

Ele mostra que determinado assunto começou a produzir consequência mensurável na busca.

Não significa voto.

Não significa que todos os tocantinenses passaram a associar Dorinha a emprego.

Mas significa que existe uma consulta real chegando ao conteúdo e que essa associação pode ser acompanhada ao longo do tempo.

É possível observar se as impressões aumentam, se os cliques crescem, quais termos aparecem, quais páginas recebem tráfego e quais assuntos começam a ganhar relevância.

Esse tipo de informação praticamente não existia no jornalismo político antigo.

Antes, o veículo sabia quantos jornais vendeu ou qual era a audiência aproximada de determinado programa.

Hoje é possível saber quais perguntas levaram o usuário até uma reportagem.

Essa informação muda completamente a capacidade editorial.

Se o Search Console mostra aumento de buscas relacionadas a emprego, o jornal pode perceber que o assunto possui interesse público e aprofundá-lo jornalisticamente.

Pode entrevistar especialistas.

Pode comparar as propostas dos candidatos.

Pode mostrar números do desemprego.

Pode ouvir jovens procurando o primeiro emprego.

Pode verificar a viabilidade das promessas.

Pode perguntar quanto custariam os programas.

Pode comparar Dorinha, Vicentinho, Laurez e os demais candidatos.

É assim que SEO e jornalismo deixam de ser adversários.

SEO indica aquilo que as pessoas querem saber.

O jornalismo investiga e responde.

Essa lógica também explica por que os hiperlinks externos são importantes.

Quando uma matéria usa dados do TSE, IBGE, TRE, Câmara, Senado ou outro órgão público, apontar corretamente para a fonte aumenta a transparência e permite que o leitor confira a informação.

Não se trata de colocar links apenas para tentar subir no Google.

O objetivo é construir uma página confiável.

A confiabilidade é especialmente importante em eleições.

Um conteúdo político bem ranqueado, mas incorreto, pode até gerar audiência temporária. No longo prazo, entretanto, compromete a credibilidade do veículo.

A estratégia mais sólida é outra: conteúdo original, verificável, atualizado e conectado.

É justamente isso que o caso Augusto Cury ajuda a compreender.

O escritor recebeu uma explosão de atenção.

A exposição provocou curiosidade.

A curiosidade virou busca.

A busca alimentou novos conteúdos.

Os conteúdos circularam pelas redes.

As redes produziram novas buscas.

Enquanto isso, pesquisas eleitorais registraram crescimento de sua candidatura.

Ninguém pode afirmar cientificamente que uma dessas etapas provocou sozinha a outra.

Mas é impossível ignorar que todas passaram a alimentar o mesmo ecossistema de atenção.

No Tocantins, esse processo começa a ficar visível de maneira concreta.

Quando o Google Search Console mostra o nome de Dorinha conectado a emprego, existe um pequeno sinal de que uma pauta política deixou de existir apenas dentro do release ou do discurso de campanha e passou a entrar também no comportamento de busca.

É justamente aí que está o valor de Brand Topics, SEO e hiperlinks internos.

Não é fazer o eleitor votar.

É fazer com que, quando o eleitor demonstrar interesse e procurar determinado assunto, encontre informação.

E quanto maior for o número de assuntos relevantes associados a um nome, maior será a quantidade de portas pelas quais esse usuário poderá chegar até aquele conteúdo.

Essa é a diferença entre trabalhar apenas uma campanha de redes sociais e construir presença digital de longo prazo.

Instagram entrega conteúdo enquanto o algoritmo distribui.

WhatsApp produz circulação imediata.

Um vídeo viral pode explodir durante 24 ou 48 horas.

O Google possui outra dinâmica.

Uma boa página pode continuar sendo encontrada por muito mais tempo.

É exatamente por isso que uma matéria bem construída hoje pode continuar produzindo audiência durante toda a eleição.

A disputa eleitoral de 2026 terá caminhadas, reuniões, debates, programas de televisão, Instagram, TikTok, WhatsApp e YouTube.

Mas haverá também milhões de perguntas digitadas silenciosamente no Google.

E talvez esse seja um dos territórios mais importantes da nova comunicação política: aquele em que o eleitor não recebe uma mensagem porque alguém decidiu enviá-la.

É o próprio eleitor que decide procurar.

No Tocantins, o dado observado no Search Console sobre Dorinha e emprego mostra exatamente o início desse processo.

O desafio agora é acompanhar se essa associação cresce, quais novas consultas surgem e quais outros temas passam a se conectar aos candidatos ao longo da campanha.

Porque em 2026 não basta saber quem aparece mais.

É preciso entender por que aparece, sobre quais assuntos aparece e o que o eleitor encontra quando decide pesquisar aquele nome no Google.

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