Dengue volta ao radar em Colinas e no Tocantins: veja sintomas, sinais de alerta e situação da doença no Estado
A dengue volta ao radar da saúde pública em Colinas do Tocantins e em todo o Estado. Depois de um primeiro semestre marcado por forte crescimento das notificações, o alerta ganha novo peso com a aproximação do período em que calor, chuvas e água acumulada podem favorecer novamente a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
No Tocantins, 2026 já deixou números que exigem atenção. Entre janeiro e maio, foram registradas mais de 15 mil notificações de dengue, contra aproximadamente 1,5 mil no mesmo período de 2025. Até aquele levantamento, seis mortes haviam sido registradas. O avanço colocou a dengue no Tocantins entre os principais assuntos de saúde pública do ano e aumentou a cobrança por prevenção, monitoramento e combate aos focos do mosquito.
Colinas do Tocantins também apareceu entre os municípios que enfrentaram incidência elevada da doença ao longo do primeiro semestre. Dados epidemiológicos divulgados durante o ano chegaram a classificar o município em situação de incidência muito alta em determinados períodos, reforçando que o problema não está restrito a Palmas ou Araguaína.
A própria Prefeitura de Colinas do Tocantins realizou ações educativas e de combate ao Aedes aegypti durante 2026, com atuação da Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância em Saúde e Laboratório de Entomologia. Escolas e residências entraram no trabalho de orientação para identificação e eliminação de possíveis criadouros.
O Ministério da Saúde também emitiu, em julho, alerta aos estados e municípios brasileiros para o risco de aumento das arboviroses associado às condições climáticas provocadas pelo El Niño. A orientação é reforçar vigilância, prevenção e capacidade de resposta antes de um eventual aumento de casos.
Mas afinal, quais são os sintomas da dengue?
A doença normalmente começa com febre alta, geralmente acima de 38 graus, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, mal-estar, falta de apetite, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas pelo corpo.
Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas. Algumas podem desenvolver quadros leves e outras podem evoluir para dengue com sinais de alarme ou dengue grave. Por isso, quem apresenta febre acompanhada de dores no corpo, dor atrás dos olhos ou outros sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde.
Um dos pontos mais importantes é que a piora da dengue pode acontecer justamente quando a febre começa a baixar.
A fase crítica costuma ocorrer entre o terceiro e o sétimo dia depois do início dos sintomas. É nesse período que podem aparecer sinais de alarme que indicam necessidade de atendimento médico imediato.
Dor abdominal intensa e contínua é um dos principais sinais de alerta. Vômitos persistentes, tontura ou sensação de desmaio, sangramento no nariz ou gengiva, sangue nas fezes, dificuldade para respirar, cansaço intenso, sonolência excessiva ou irritabilidade também precisam ser observados.
Esses sintomas podem indicar evolução para formas mais graves da dengue e não devem ser ignorados.
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, merecem atenção especial porque possuem maior risco de complicações.
Outro ponto fundamental é evitar a automedicação. Quem apresenta suspeita de dengue deve procurar atendimento para avaliação profissional. O tratamento envolve principalmente acompanhamento clínico e hidratação adequada, e determinados medicamentos podem ser inadequados em casos suspeitos da doença.
No combate à dengue em Colinas do Tocantins, boa parte da prevenção começa dentro das residências.
Pratos de plantas, pneus, garrafas, caixas-d’água destampadas, calhas, baldes, piscinas sem manutenção, recipientes abandonados e até bandejas localizadas atrás de geladeiras podem acumular água e se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
Eliminar água parada precisa virar uma rotina semanal.
Também é importante manter reservatórios tampados, limpar quintais e calhas, guardar garrafas com a boca para baixo, colocar areia nos pratos de plantas e permitir que os agentes de combate às endemias realizem as vistorias necessárias.
A dengue possui ainda uma característica que torna o controle mais difícil: os ovos do mosquito conseguem permanecer no ambiente por longo período e eclodir quando entram novamente em contato com a água.
Por isso, o fato de uma residência não ter mosquitos visíveis naquele momento não significa que não existam ovos em recipientes espalhados pelo imóvel.
A situação da dengue no Tocantins em 2026 também mostra como prevenção e informação precisam caminhar juntas. O crescimento observado no primeiro semestre demonstrou a capacidade de transmissão da doença quando existem condições favoráveis à reprodução do mosquito.
Para Colinas, o acompanhamento precisa envolver Prefeitura de Colinas, Secretaria Municipal de Saúde, Governo do Tocantins, Secretaria de Estado da Saúde e principalmente a população.
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