Eli Borges ganha força na majoritária de Dorinha e busca transformar eleitorado conservador em votos para o Senado
A campanha de Eli Borges ao Senado entra na fase decisiva tentando transformar uma das bases eleitorais mais identificadas com sua trajetória em votos suficientes para conquistar uma das duas vagas que o Tocantins terá em disputa nas Eleições 2026.
Deputado federal e candidato pelo Republicanos, Eli integra o campo político que sustenta a candidatura de Professora Dorinha ao Governo do Tocantins. A sigla também ocupa a vaga de vice na chapa, com Atos Gomes, o que colocou o Republicanos diretamente no núcleo da majoritária.
A presença de Eli nessa composição amplia as opções do grupo governista para o Senado. Além dele, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim mantêm forte relação com setores que apoiam Dorinha, criando uma situação na qual diferentes candidaturas disputam o mesmo eleitorado de centro, centro-direita e direita.
Eli aposta especialmente na identidade conservadora e na ligação histórica com o segmento evangélico. Sua trajetória política está fortemente associada à Assembleia de Deus e a pautas defendidas por ele ao longo dos mandatos na Câmara dos Deputados.
O desafio da campanha é ir além desse núcleo.
Para conquistar uma cadeira no Senado, Eli precisa transformar reconhecimento entre evangélicos em uma candidatura capaz de dialogar também com produtores rurais, trabalhadores, famílias, servidores, empresários, jovens e eleitores que não utilizam religião como principal critério de voto.
Essa tentativa de expansão aparece na agenda e no discurso político. O candidato procura destacar atuação parlamentar, defesa dos municípios, pautas sociais, posicionamentos conservadores e experiência acumulada em Brasília.
A candidatura também possui apoio da direção do Republicanos no Tocantins, comandado pelo governador Wanderlei Barbosa. Na convenção partidária de agosto, o partido confirmou formalmente Eli para o Senado, Atos Gomes para vice-governador e apoio à candidatura de Dorinha.
Essa estrutura partidária é importante porque o Senado possui uma dinâmica diferente das eleições proporcionais. Em 2026, cada eleitor tocantinense poderá escolher dois candidatos diferentes para senador.
Na prática, isso significa que Eli não precisa necessariamente retirar o eleitor de outro nome para crescer. Ele também pode disputar o segundo voto de pessoas que já decidiram apoiar Eduardo Gomes, Gaguim, Paulo Mourão, Alexandre Guimarães ou outro concorrente.
A Quaest divulgada no fim de agosto mostrou a corrida ainda aberta e elevado percentual de eleitores que admitiam poder mudar suas escolhas.
É nesse espaço que Eli Borges tenta avançar. Com Professora Dorinha na disputa pelo Governo, Atos Gomes na vice e o Republicanos presente nas chapas proporcionais, Eli busca transformar a força partidária e o eleitorado conservador em uma estrutura majoritária competitiva.
A reta final mostrará se essa combinação será suficiente para colocá-lo entre os dois escolhidos pelo Tocantins para o Senado.