José Roberto Marques revela nova abordagem científica sobre a mente humana ao completar seus 60 anos: “A Psicologia Marquesiana agora estuda outro lado da consciência”

José Roberto Marques revela nova abordagem científica sobre a mente humana ao completar seus 60 anos: “A Psicologia Marquesiana agora estuda outro lado da consciência”
Direto de PEPor Direto de PE 4 de setembro de 2026 6

 

Foto: Time IBC

A consciência permanece entre os temas mais complexos investigados pela ciência. A American Psychological Association define o conceito como o estado de percepção de estímulos internos ou externos e destaca que sua compreensão envolve diferentes perspectivas e debates científicos. Já os estudos sobre cognição analisam processos como percepção, memória, raciocínio, julgamento e resolução de problemas, reforçando a amplitude das questões relacionadas ao funcionamento da mente humana.

É nesse campo de investigação que o cientista José Roberto Marques (@joserobertomarques) inicia uma nova fase de sua trajetória. Ao completar 60 anos, o pai da Psicologia Marquesiana, que vem sendo premiada em diferentes países, como Portugal, apresenta novos desdobramentos da abordagem desenvolvida a partir de décadas de estudos e experiências relacionadas ao comportamento humano.

“A Psicologia Marquesiana agora estuda outro lado da consciência”, afirma Marques. A nova fase da Psicologia Marquesiana parte de uma expansão de um dos pilares já trabalhados por José Roberto Marques: a ideia de que o ser humano não funciona a partir de uma única identidade, mas de diferentes forças internas que disputam espaço na maneira como pensamos, sentimos e agimos. A nova investigação aprofunda essa percepção e propõe que a consciência não esteja presente apenas no momento em que tomamos uma decisão, mas também na capacidade de perceber quem, dentro de nós, está tomando essa decisão. A partir daí, uma mesma situação pode deixar de ser interpretada apenas como uma reação emocional, racional ou instintiva e passar a revelar um padrão mais profundo sobre o estado de consciência que conduziu aquela escolha.

A aplicação prática começa em uma pergunta simples, mas que pode mudar a forma como uma pessoa atravessa o dia: “Quem está vivendo este momento por mim?”. Antes de responder uma mensagem, discutir, fazer uma compra, desistir de algo ou tomar uma decisão importante, a pessoa é convidada a interromper o automático e identificar qual força interna assumiu o comando. “O que estamos começando a perceber é que muitas pessoas não precisam apenas entender por que fizeram algo. Elas precisam descobrir quem assumiu o comando quando aquilo aconteceu. Essa mudança de pergunta pode transformar a relação com a própria consciência. Quando você percebe quem está conduzindo sua reação, você deixa de ser apenas alguém que reage e passa a ter a possibilidade de escolher quem quer ser naquele momento”, afirma José Roberto Marques.

A discussão dialoga com um campo científico que há décadas busca compreender como processos cognitivos e emocionais participam simultaneamente da experiência humana.

Marques explica que transforma esse momento pessoal em um marco para apresentar uma nova etapa de seus estudos. Sua trajetória profissional reúne décadas de atuação no desenvolvimento humano e na criação de metodologias voltadas ao comportamento, tema que ganhou espaço crescente em discussões sobre liderança, educação, desempenho e relações interpessoais.

A agora proposta é avançar sobre novas questões relacionadas à consciência. “Chegar aos 60 anos representa também a possibilidade de olhar para tudo o que foi construído e perceber quantas perguntas ainda precisam ser feitas. A mente humana continua sendo um dos maiores campos de investigação que existem”, conclui.

A nova fase da Psicologia Marquesiana acompanha um interesse cada vez maior pela compreensão integrada do comportamento humano. Em vez de analisar pensamento, emoção e comportamento como processos completamente isolados, diferentes áreas da psicologia e das ciências cognitivas investigam justamente as relações entre essas dimensões.

Para Marques, os 60 anos representam, portanto, mais do que uma celebração. A data marca o início de um novo capítulo de estudos, pesquisas e reflexões sobre uma questão que continua mobilizando cientistas e pensadores em diferentes partes do mundo: como a consciência participa da construção daquilo que cada ser humano percebe, sente, pensa e se torna.

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