Senado em MT: Mauro lidera, mas pesquisas divergem entre Janaina e Medeiros pela segunda vaga
Levantamentos divulgados na véspera colocam três candidatos na disputa pelas duas cadeiras; Fávaro tenta reeleição e 25,4% dos entrevistados pela TMT Dados admitem mudar de voto
A disputa pelo Senado em Mato Grosso chega à véspera das Eleições 2026, neste sábado (3), com Mauro Mendes (União Brasil) na liderança das principais pesquisas, mas sem consenso entre os institutos sobre quem ocuparia a segunda cadeira. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), o deputado federal Zé Medeiros (PL) e o senador Carlos Fávaro (PSD) protagonizam a concorrência pela vaga restante, em uma eleição marcada pela diferença entre o primeiro e o segundo votos.
A pesquisa TMT Dados, divulgada neste sábado, coloca Mauro Mendes com 32,2% dos votos nominais válidos consolidados, seguido por Janaina, com 28,7%. Fávaro aparece com 13,7%, enquanto Medeiros registra 11,3%.
Entretanto, o Instituto Veritá, que também divulgou levantamento neste sábado, apresenta outra configuração. Mauro registra 60% na soma das duas escolhas válidas, Zé Medeiros alcança 41%, Janaina aparece com 29% e Fávaro soma 26,2%.
Os percentuais utilizam bases diferentes. Enquanto a TMT apresenta a distribuição dos votos nominais válidos em uma escala de 100%, o Veritá soma as duas possibilidades de escolha por eleitor, em uma escala que totaliza 200%. Portanto, os resultados não podem ser confrontados diretamente apenas pelo valor percentual.
A divergência representa uma das questões centrais da disputa estadual: Mauro Mendes demonstra maior regularidade na liderança, mas o nome que ocupará a segunda cadeira permanece em aberto.
O cenário é resultado de uma campanha que reuniu antigos governadores, parlamentares em exercício, representantes do agronegócio e candidaturas vinculadas a diferentes grupos nacionais.
Também revela uma dificuldade para os partidos: a definição da primeira escolha não garante que o eleitor tenha decidido o segundo voto.
Na TMT Dados, 13,4% dos entrevistados permaneciam indecisos sobre a primeira opção, percentual que alcançava 23,6% na segunda. Outros 25,4% afirmaram que suas escolhas ainda poderiam mudar até a votação.
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Pesquisa divulgada neste sábado coloca Mauro e Janaina nas primeiras posições
O levantamento TMT Dados foi realizado presencialmente entre 28 de setembro e 1º de outubro, com 1.542 entrevistados em 30 municípios mato-grossenses.
A margem de erro informada é de 2,4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é MT-05051/2026.
Considerando exclusivamente os votos nominais válidos consolidados das duas escolhas, o resultado foi:
| Candidato | Votos válidos consolidados |
|---|---|
| Mauro Mendes (União) | 32,2% |
| Janaina Riva (MDB) | 28,7% |
| Carlos Fávaro (PSD) | 13,7% |
| Zé Medeiros (PL) | 11,3% |
| Pedro Taques (PSB) | 7,9% |
| Galvan (Avante) | 2,8% |
| Margareth Buzetti (PP) | 2,1% |
| Coronel Darwin (Democrata) | 0,6% |
| Professor Nelson Ferreira (Agir) | 0,6% |
| Beny Godoy (Agir) | 0,1% |
O instituto contabilizou 2.336 votos nominais válidos, depois de excluir respostas sem indicação de candidato e invalidar os casos em que o mesmo nome foi escolhido duas vezes.
Mauro recebeu 753 menções válidas, seguido por Janaina, com 670. Fávaro registrou 319, Medeiros teve 265 e Taques somou 184.
A diferença entre Janaina e Fávaro, segundo e terceiro colocados, foi de 15 pontos percentuais.
O resultado, porém, representa a distribuição das intenções registradas durante a pesquisa, não a votação efetiva deste domingo.
Confira o levantamento TMT Dados divulgado em 3 de outubro.
Veritá apresenta Medeiros em segundo e altera o cenário da reta final
Outro levantamento divulgado neste sábado apresenta uma configuração distinta.
Na pesquisa do Instituto Veritá, Mauro Mendes lidera com 60% na soma das intenções de primeiro e segundo votos válidos. José Medeiros aparece em segundo lugar, com 41%.
Janaina registra 29%, enquanto Fávaro alcança 26,2%.
| Candidato | Soma das duas escolhas válidas |
|---|---|
| Mauro Mendes | 60% |
| Zé Medeiros | 41% |
| Janaina Riva | 29% |
| Carlos Fávaro | 26,2% |
| Pedro Taques | 12,4% |
Como cada entrevistado pode fazer duas escolhas, a base apresentada pelo Veritá soma 200%, e não 100%.
O instituto ouviu 1.220 eleitores entre 26 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, com confiança de 95%. O registro eleitoral é MT-06765/2026.
A diferença entre as pesquisas exige cautela.
TMT e Veritá apontam Mauro Mendes na liderança, mas divergem quanto à posição de Janaina Riva e Zé Medeiros.
Não é metodologicamente correto calcular uma média simples entre percentuais apresentados em escalas diferentes, tampouco considerar qualquer uma das pesquisas como uma definição antecipada das cadeiras.
Consulte os números da pesquisa Veritá.
Primeiro e segundo votos revelam disputas diferentes
O detalhamento da TMT Dados ajuda a compreender por que o resultado consolidado não pode ser interpretado apenas como uma classificação tradicional.
Mauro Mendes concentra sua maior preferência na primeira escolha. Janaina Riva, por outro lado, apresenta desempenho mais equilibrado entre as duas opções.
Veja os percentuais da pesquisa estimulada:
| Candidato | Primeiro voto | Segundo voto |
|---|---|---|
| Mauro Mendes | 36% | 12,8% |
| Janaina Riva | 23,4% | 20% |
| Carlos Fávaro | 9,1% | 11,6% |
| Zé Medeiros | 7,4% | 9,8% |
| Pedro Taques | 3,6% | 8,3% |
No primeiro voto, Mauro aparece 12,6 pontos percentuais à frente de Janaina.
Na segunda escolha, ocorre o movimento inverso: Janaina lidera com 20%, seguida por Mauro, com 12,8%, e Fávaro, com 11,6%.
A diferença é relevante porque os dois votos possuem o mesmo peso na apuração. Não existe uma cadeira destinada ao candidato mais votado na primeira escolha e outra reservada ao segundo voto.
Os dois eleitos serão aqueles que receberem as maiores votações totais, independentemente da ordem em que os números forem digitados na urna.
Paraná Pesquisas também coloca Mauro e Janaina à frente
O levantamento Paraná Pesquisas divulgado em 30 de setembro apresentou Mauro Mendes com 54,9% das citações na pergunta estimulada com possibilidade de duas escolhas.
Janaina Riva apareceu em segundo lugar, com 33,3%, seguida por José Medeiros, com 29,3%.
Carlos Fávaro registrou 18%, e Pedro Taques alcançou 14,1%.
A pesquisa ouviu 1.352 eleitores em 54 municípios entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro informada é de aproximadamente 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O registro eleitoral é MT-02094/2026.
Os percentuais dessa modalidade podem ultrapassar 100% na soma, porque cada entrevistado indica até dois candidatos.
A comparação com a rodada do mesmo instituto divulgada em 18 de setembro mostra três movimentos.
Mauro passou de 52,3% para 54,9%. Janaina variou de 32,4% para 33,3%, enquanto Medeiros avançou numericamente de 23,1% para 29,3%.
| Candidato | 18 de setembro | 30 de setembro |
|---|---|---|
| Mauro Mendes | 52,3% | 54,9% |
| Janaina Riva | 32,4% | 33,3% |
| Zé Medeiros | 23,1% | 29,3% |
| Carlos Fávaro | 18,9% | 18% |
A variação de Medeiros indica aproximação numérica de Janaina na reta final. A diferença entre os dois passou de 9,3 para quatro pontos percentuais.
O movimento ajuda a explicar por que a disputa pela segunda cadeira ganhou atenção nas últimas semanas.
Confira a pesquisa Paraná Pesquisas de 30 de setembro.
Quaest mostra Mauro na liderança desde agosto
A comparação das duas rodadas da Quaest também aponta estabilidade na posição dos primeiros colocados.
Em agosto, Mauro registrava 24% das intenções de voto consolidadas, seguido por Janaina, com 18%.
Na pesquisa divulgada em 25 de setembro, Mauro passou para 27%, enquanto Janaina alcançou 19%.
Os demais principais candidatos apresentaram crescimento numérico, mas permaneceram distantes dos dois primeiros.
| Candidato | Agosto | Setembro |
|---|---|---|
| Mauro Mendes | 24% | 27% |
| Janaina Riva | 18% | 19% |
| Zé Medeiros | 6% | 9% |
| Pedro Taques | 8% | 9% |
| Carlos Fávaro | 5% | 8% |
Na rodada de setembro, os percentuais de Medeiros, Taques e Fávaro representaram empate técnico, considerada a margem de erro de três pontos percentuais.
A Quaest entrevistou 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro, com nível de confiança de 95%. O registro eleitoral é MT-08098/2026.
Outro indicador chamou atenção: na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 69% dos entrevistados ainda não sabiam indicar suas escolhas para o Senado.
Em agosto, o percentual era de 79%.
A redução demonstra maior reconhecimento das candidaturas, mas também revela que a lembrança espontânea dos nomes permanecia inferior à intenção declarada após a apresentação da lista de concorrentes.
Confira a comparação das pesquisas Quaest de agosto e setembro.
Mauro Mendes tenta transformar dois mandatos no governo em uma vaga no Senado
Mauro Mendes chegou à disputa depois de comandar o Executivo estadual entre 2019 e 2026.
Antes disso, foi prefeito de Cuiabá, entre 2013 e 2016. Sua trajetória política está associada à administração municipal e estadual, à gestão fiscal e à defesa de investimentos em infraestrutura.
A campanha ao Senado procurou apresentar os resultados de seus dois mandatos como argumento para a eleição.
Mauro também manteve vinculação política com Otaviano Pivetta, vice-governador que assumiu o Executivo estadual e disputa a reeleição pelo Republicanos.
A associação entre as duas candidaturas representa um dos elementos centrais da estrutura eleitoral governista.
Enquanto Pivetta defende a continuidade da administração estadual, Mauro procura levar sua experiência executiva para a representação de Mato Grosso no Congresso Nacional.
O ex-governador também apresenta o maior percentual de intenção de primeiro voto na pesquisa TMT Dados deste sábado, com 36%.
Sua liderança é confirmada pela Quaest, Paraná Pesquisas e Veritá, embora os institutos utilizem diferentes metodologias.
O conjunto dos levantamentos coloca Mauro como o candidato mais bem posicionado na reta final.
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Janaina Riva apresentou força no segundo voto durante toda a campanha
Deputada estadual desde 2015, Janaina Riva construiu sua trajetória na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde conquistou sucessivos mandatos.
Sua candidatura pelo MDB procurou transformar a experiência parlamentar e a presença nos municípios em uma alternativa para a representação estadual no Senado.
Desde a pré-campanha, o segundo voto apareceu como um elemento de destaque em seus levantamentos.
Em julho, a pesquisa Data Index já apresentava Mauro Mendes na liderança da primeira escolha, com 36%, enquanto Janaina aparecia à frente na segunda opção, com 14%.
Na Real Time Big Data de setembro, Janaina alcançou 26% no consolidado das duas escolhas, praticamente empatada com Mauro, que registrou 27%.
Naquele levantamento, a deputada alcançou 32% na segunda opção, contra 19% do ex-governador.
A TMT Dados deste sábado mantém Janaina à frente no segundo voto, com 20%.
Essa regularidade ajuda a explicar por que sua candidatura permanece competitiva na disputa pela segunda cadeira, mesmo sem liderar a primeira escolha.
A composição partidária também representa um fator eleitoral: enquanto Mauro concorre pelo União Brasil e Medeiros pelo PL, Janaina disputa pelo MDB, procurando ampliar sua presença entre eleitores de diferentes campos políticos.
Entretanto, a pesquisa Veritá divulgada neste sábado apresenta Medeiros numericamente à frente da deputada, impedindo que a segunda vaga seja considerada definida.
Zé Medeiros cresceu e passou a disputar diretamente a segunda cadeira
Deputado federal pelo PL, José Medeiros construiu sua candidatura com identificação ao campo bolsonarista e atuação em pautas conservadoras.
O parlamentar já possui experiência no Senado, onde exerceu mandato anteriormente na condição de suplente.
A candidatura de 2026 procura ampliar sua presença política e conquistar um mandato próprio de oito anos.
Ao longo da campanha, Medeiros utilizou a identidade partidária do PL e o alinhamento com Flávio Bolsonaro para mobilizar parte do eleitorado conservador.
Seus números apresentaram crescimento durante setembro.
Na Quaest, passou de 6% para 9%. Na Paraná Pesquisas, avançou de 23,1% para 29,3% entre as duas últimas rodadas.
O Veritá deste sábado apresenta seu melhor desempenho entre os levantamentos considerados nesta análise, com 41% na soma das duas escolhas válidas, colocando-o numericamente à frente de Janaina Riva.
O instituto também identificou maior presença de Medeiros na segunda escolha, na qual aparece com 25,9% dos votos válidos daquela opção.
Entretanto, esse resultado não é reproduzido pela TMT Dados, que apresenta a deputada do MDB em segundo lugar no consolidado.
A divergência mostra que a candidatura de Medeiros ganhou competitividade, mas ainda não permite afirmar que tenha assegurado uma das cadeiras.
Fávaro tenta preservar mandato e ampliar a presença do PSD
Carlos Fávaro disputa a reeleição ao Senado pelo PSD, depois de ocupar o cargo de ministro da Agricultura e Pecuária no governo do presidente Lula.
Sua trajetória inclui a vice-governadoria de Mato Grosso, entre 2015 e 2018, e a eleição suplementar de 2020 para o Senado.
A candidatura de 2026 está vinculada à chapa da médica Natasha Slhessarenko (PSD), que disputa o governo estadual com apoio do campo político ligado ao presidente Lula.
Durante a campanha, Fávaro procurou apresentar a experiência no Ministério da Agricultura como argumento para a continuidade de sua atuação parlamentar.
Entre os temas associados à sua trajetória estão crédito rural, Plano Safra, financiamento da produção, agricultura familiar e relações comerciais do agronegócio brasileiro.
O senador também utilizou sua experiência na administração federal para defender maior articulação entre Mato Grosso e a União.
Nas pesquisas, apresentou resultados distintos.
Na Quaest de setembro, registrou 8%, contra 5% no levantamento anterior. Na Paraná Pesquisas de 30 de setembro, alcançou 18% das citações na pergunta que permite duas escolhas.
Já a TMT Dados deste sábado coloca Fávaro em terceiro lugar, com 13,7% dos votos nominais válidos consolidados.
O Veritá o apresenta com 26,2% na soma dos dois votos válidos, atrás de Janaina e Medeiros.
A divergência indica que Fávaro permanece competitivo, mas chega à votação com necessidade de superar a distância registrada para os dois primeiros colocados na maior parte das pesquisas.
Pedro Taques busca retornar ao Senado
Ex-senador e ex-governador, Pedro Taques disputa uma cadeira pelo PSB.
Ele foi eleito senador em 2010 e deixou o mandato para assumir o governo de Mato Grosso, cargo que exerceu entre 2015 e 2018.
A candidatura atual procura recuperar espaço eleitoral e apresentar a experiência acumulada na administração estadual e no Congresso Nacional.
Taques também integra o campo político associado à candidatura de Natasha Slhessarenko ao governo.
Nas pesquisas, permanece atrás dos quatro concorrentes mais competitivos.
Na Quaest de setembro, registrou 9%, empatado numericamente com Zé Medeiros e próximo de Fávaro.
Na TMT Dados deste sábado, aparece com 7,9% dos votos válidos consolidados.
Sua candidatura demonstra que a eleição para o Senado também reúne políticos que ocuparam cargos executivos e legislativos em diferentes períodos da história recente de Mato Grosso.
Disputa pela segunda vaga ganhou tensão durante a reta final
A aproximação entre Janaina Riva e Zé Medeiros nas pesquisas coincidiu com o aumento dos confrontos entre as campanhas.
No fim de setembro, a divulgação de uma conversa atribuída a Medeiros, na qual a deputada era tratada como adversária eleitoral, provocou repercussão entre os grupos políticos.
O parlamentar afirmou que trechos da gravação haviam sido divulgados fora de contexto. Em manifestações posteriores, também apresentou acusações envolvendo pessoas relacionadas à candidatura adversária.
As alegações exigem tratamento separado dos fatos comprovados e não representam constatação de irregularidade por parte da Justiça.
O episódio revela, entretanto, a importância que a segunda cadeira assumiu na estratégia eleitoral dos candidatos.
A disputa também envolve diferentes projetos partidários. A eleição de Janaina representaria uma cadeira para o MDB; a de Medeiros ampliaria a presença do PL; e a reeleição de Fávaro preservaria a representação do PSD.
Essa concorrência ocorre em paralelo à liderança de Mauro Mendes, identificado com o grupo governista estadual.
Mato Grosso poderá renovar as duas cadeiras
Duas das três vagas de Mato Grosso no Senado estarão em disputa neste domingo.
Os mandatos que terminam pertencem a Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD).
Jayme foi eleito em 2018, quando recebeu 490.699 votos, equivalentes a 17,77% dos votos válidos.
Na mesma eleição, a então candidata Juíza Selma conquistou a primeira colocação, com 678.542 votos, mas posteriormente perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral.
A cassação levou à realização de uma eleição suplementar em 2020, vencida por Carlos Fávaro, com 371.857 votos, ou 25,97%.
A terceira cadeira pertence a Wellington Fagundes (PL), reeleito em 2022 com 825.229 votos, equivalentes a 63,54% dos votos válidos.
O mandato de Wellington prossegue até 2031 e não está em disputa nesta eleição.
Com a decisão de Jayme Campos de não concorrer a um novo mandato, pelo menos uma das cadeiras terá um novo titular em 2027.
Confira a série histórica das eleições para o Senado em Mato Grosso, elaborada pela Agência Senado.
Quem são os demais candidatos ao Senado em Mato Grosso?
Além dos cinco nomes com maior presença nos levantamentos, outros cinco candidatos participam da disputa pelas duas cadeiras.
São eles: Antônio Galvan (Avante), Margareth Buzetti (PP), Coronel Darwin (Democrata), Professor Nelson Ferreira (Agir) e Beny Godoy (Agir).
Todos aparecem abaixo de 5% dos votos válidos consolidados na última pesquisa TMT Dados.
A relação oficial das candidaturas, com partidos, números de urna e suplentes, pode ser consultada na página da Agência Senado dedicada às eleições de 2026 em Mato Grosso.
O que poderá definir a segunda vaga?
A análise das pesquisas aponta quatro fatores que ainda poderão influenciar a composição das duas cadeiras.
O primeiro é a distribuição do segundo voto. Na TMT Dados, os indecisos representam 23,6% nessa escolha, contra 13,4% na primeira.
O segundo envolve os eleitores que admitem mudar de preferência. No mesmo levantamento, 25,4% afirmaram que ainda poderiam alterar seus votos até domingo.
O terceiro fator é o comportamento das bases partidárias. Janaina, Medeiros e Fávaro representam projetos políticos distintos, mas disputam eleitores que podem combinar candidaturas de diferentes partidos.
O quarto está relacionado à divergência entre os institutos.
TMT Dados, Quaest e Paraná Pesquisas apresentam Janaina na segunda posição numérica. O Veritá divulgado neste sábado coloca Medeiros à frente.
A diferença recomenda cautela na indicação de um favorito absoluto para a segunda cadeira.
Quem chega favorito ao Senado em Mato Grosso?
Mauro Mendes encerra a campanha como o candidato com liderança mais consistente.
O ex-governador ocupa a primeira posição nos levantamentos consultados, apresenta vantagem na primeira escolha dos eleitores e mantém desempenho competitivo também no segundo voto.
A posição é sustentada tanto pelas pesquisas de setembro quanto pelas divulgadas neste sábado.
A disputa pela segunda cadeira, entretanto, permanece aberta.
Janaina Riva possui maior regularidade na segunda posição ao longo da campanha, especialmente nos levantamentos Quaest, Real Time Big Data, Paraná Pesquisas e TMT Dados.
Zé Medeiros apresentou crescimento durante setembro e aparece numericamente à frente da deputada no último Veritá.
Carlos Fávaro permanece como concorrente relevante, embora os percentuais mais recentes o coloquem atrás dos dois candidatos na maior parte dos cenários.
Portanto, o cenário apresenta Mauro Mendes como principal favorito, Janaina com vantagem mais recorrente na disputa pela segunda vaga e Medeiros como concorrente que ganhou espaço na reta final.
O resultado dependerá das duas escolhas efetivamente registradas pelos eleitores.
A votação ocorrerá neste domingo (4), das 7h às 16h pelo horário local de Mato Grosso, equivalente às 8h às 17h em Brasília.
Não haverá segundo turno para o Senado. Os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos, entre 2027 e 2035.
A reportagem considera levantamentos divulgados até 3 de outubro de 2026. As pesquisas foram identificadas por instituto, período de coleta, amostra e registro eleitoral.
Os percentuais consolidados utilizam escalas diferentes conforme a metodologia empregada. Não foram calculadas médias entre institutos nem realizadas projeções próprias de vencedores.