Senado no Tocantins: Eduardo Gomes lidera levantamento e Alexandre, Gaguim e Eli chegam à reta final em disputa próxima

Senado no Tocantins: Eduardo Gomes lidera levantamento e Alexandre, Gaguim e Eli chegam à reta final em disputa próxima
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 3 de outubro de 2026 6

A corrida pelas duas vagas do Tocantins no Senado chega neste sábado, 3 de outubro, à véspera da votação com Eduardo Gomes numericamente à frente no levantamento do Paraná Pesquisas divulgado ontem, 02. Alexandre Guimarães, Carlos Gaguim e Eli Borges aparecem na sequência, em uma faixa de resultados que mantém aberta a disputa pelas cadeiras. Na pesquisa estimulada, Eduardo Gomes, do PL, registra 37% das intenções. Alexandre Guimarães, do MDB, aparece com 26,1%; Carlos Gaguim, do União Brasil, tem 24,4%; e Eli Borges, do Republicanos, marca 21,4%. Os percentuais correspondem às indicações dos entrevistados, que podiam escolher até dois candidatos.

A diferença entre Alexandre e Gaguim é de 1,7 ponto percentual. Eli está três pontos atrás de Gaguim e a 4,7 pontos de Alexandre. Diante da margem de erro estimada de 2,6 pontos para os resultados gerais, a proximidade exige cautela: a ordem apresentada pelo levantamento não deve ser tratada como definição antecipada dos eleitos.

Na sequência aparecem Paulo Mourão, do PT, com 16,8%; Ronaldo Dimas, do Podemos, com 13%; e Vanderlei Luxemburgo, também do Podemos, com 12,6%. Embora estejam abaixo dos quatro primeiros nesse retrato, os resultados são intenções de voto, não votos apurados.

O levantamento também apresenta Professor Osvaldo, com 2,9%; Coronel Nilton Santos, com 2,4%; Fábio Ribeiro e Hélio Rodrigues Bolsonaro, com 1,7% cada; Apóstolo Flávio Braga, com 0,5%; e Osvany Luz, com 0,2%.

Um dos movimentos da série do instituto foi o avanço de Eli Borges, que passou de 14,9% em setembro para 21,4% em outubro. Alexandre saiu de 24,5% para 26,1%, enquanto Gaguim passou de 22,7% para 24,4%. Eduardo Gomes oscilou de 36% para 37%.

A eleição com duas vagas permite combinações distintas de preferência. Um eleitor pode apoiar candidatos de partidos diferentes, e a posição de um nome como primeira escolha não determina quem receberá seu outro voto. Por isso, alianças de campanha não equivalem automaticamente a uma votação conjunta.

Também é necessário distinguir o formato desse levantamento de pesquisas que apresentam os resultados em outra base de cálculo. Como cada entrevistado podia indicar até dois nomes, a soma dos percentuais ultrapassa 100%. Comparações entre institutos exigem observar a pergunta aplicada e como as respostas foram contabilizadas.

Contratada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins, a pesquisa ouviu presencialmente 1.504 eleitores em 73 municípios entre 29 de setembro e 1º de outubro. O nível de confiança informado é de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral é TO-02116/2026.

Neste domingo, 4 de outubro, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Se repetir o mesmo candidato nas duas escolhas, o segundo voto será considerado nulo. As duas cadeiras serão definidas nesta votação, sem segundo turno para o cargo, para mandatos de oito anos.

A reta final reúne, portanto, uma liderança no levantamento examinado e concorrentes próximos nas posições seguintes. A confirmação desse cenário dependerá do comparecimento dos eleitores e da apuração, não apenas dos números apresentados antes da abertura das urnas.

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