“Não é hora de divisão”: Kátia Abreu pede união por Lula no Tocantins
A ex-senadora Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, divulgou uma carta de mobilização para o segundo turno da eleição presidencial. “Não é hora de divisão”, escreveu no documento publicado em 6 de outubro e reproduzido pelo AF Notícias. O texto pede união e diálogo com pessoas que se afastaram da campanha ou ainda não decidiram o voto. A manifestação consta na publicação da carta.
O posicionamento ocorre após o primeiro turno colocar Flávio Bolsonaro à frente no estado. Segundo o TRE-TO, o candidato do PL recebeu 469.321 votos, correspondentes a 50,44% dos válidos para presidente. Lula obteve 404.009 votos, ou 43,42%. A diferença foi de 65.312 votos, conforme o balanço oficial tocantinense.
Esse resultado descreve a votação dos tocantinenses em 4 de outubro. A escolha do presidente depende do total nacional, e os eleitores voltarão às urnas em 25 de outubro. Uma vantagem estadual não encerra a disputa no país.
Na carta, Kátia relaciona a nova fase às experiências de campanha que viveu e à trajetória política de Lula. A coordenadora defende persistência e ampliação das conversas para além dos apoiadores já identificados com o candidato do PT. A argumentação expressa o posicionamento político da ex-senadora.
A mobilização proposta inclui aproximação com amigos, familiares e antigos apoiadores. O desafio está em converter o diálogo em participação e voto, sem presumir que a preferência de quem escolheu outro candidato na primeira etapa esteja definida para a segunda.
O conteúdo da carta mostra que a coordenação estadual pretende trabalhar com a ideia de união. A efetividade dessa estratégia será observada nas atividades de campanha, na participação das lideranças e no resultado das urnas. A manifestação, isoladamente, não comprova ampliação de apoio ou redução da diferença eleitoral.
O eleitor tem duas decisões distintas no Tocantins. Dorinha e Vicentinho concorrem ao Palácio Araguaia, enquanto Lula e Flávio disputam a Presidência. A carta trata da campanha presidencial e não deve ser tomada como declaração de voto estadual que o documento não registra.
A convocação acrescenta um posicionamento à reorganização dos grupos políticos depois do primeiro turno. O acompanhamento da campanha exige observar tanto os discursos de união quanto os compromissos apresentados à população. A escolha permanece com o eleitor, inclusive com quem ainda está em dúvida.