“Vamos arrumar mais votos”: Wanderlei reforça campanha de Dorinha no segundo turno
O governador Wanderlei Barbosa, do Republicanos, anunciou participação na campanha de Professora Dorinha, do União Brasil, no segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins. “Nós vamos arrumar mais votos”, afirmou em manifestação registrada pelo Diário Tocantinense após a primeira votação. A candidata enfrentará Vicentinho Júnior, do PSDB, em 25 de outubro. A declaração consta no balanço da disputa estadual.
O recado do governador coloca a ampliação do eleitorado no centro da campanha. Dorinha terminou o primeiro turno com 386.260 votos, ou 45,52% dos válidos, contra 372.848 de Vicentinho, equivalentes a 43,94%. A vantagem foi de 13.412 votos. Liderar a primeira votação não encerra a disputa, pois o segundo turno exige uma nova escolha entre os dois candidatos.
A atuação de Wanderlei também participa da articulação presidencial do grupo. Em reunião de aliados realizada em 5 de outubro, Eduardo Gomes intermediou uma chamada de vídeo entre Dorinha e Flávio Bolsonaro. O encontro foi conduzido pelo governador, e o apoio do presidenciável à candidata estadual foi divulgado naquele contexto. O contato foi registrado na cobertura do Diário Tocantinense.
A ligação cria um ponto de contato entre duas campanhas, mas as votações para governador e presidente são independentes. O eleitor pode escolher candidatos de alianças diferentes para cada cargo. A organização de apoios conjuntos não obriga a população a acompanhar as mesmas combinações partidárias.
A estratégia estadual passa pela presença de lideranças nos municípios e pelo diálogo com pessoas que não votaram em Dorinha no primeiro turno. Os votos dados a candidatos eliminados e o comparecimento de quem faltou podem influenciar a nova etapa. Esses eleitores, entretanto, continuam livres para decidir.
Para a população, a participação do governador precisa ser acompanhada do debate sobre propostas, capacidade de execução e compromissos assumidos. Alianças indicam com quem uma candidatura pretende trabalhar, mas a responsabilidade de detalhar o programa permanece com a chapa que concorre ao governo.
O discurso de mobilização de Wanderlei e a conversa com Flávio pertencem a registros diferentes. A fala sobre conquistar votos está documentada na campanha estadual; o contato presidencial aconteceu por vídeo. Os registros consultados não permitem atribuir ao governador uma frase literal pedindo votos para Flávio que não esteja documentada.
A campanha terá até 25 de outubro para transformar a mobilização anunciada em presença nos municípios e diálogo com o eleitorado. O resultado será definido nas urnas, com uma nova votação para o Palácio Araguaia.